IRREGULARIDADES MARCAM ORIENTAÇÃO DE TRABALHO DE FIM DE CURSO NA UNIVERSIDADE OSCAR RIBAS
Estudantes finalistas da Universidade Oscar Ribas, localizada no município do Talatona, denunciam alegadas irregularidades no processo de selecção de docentes orientadores de Trabalhos de Fim do Curso (TFC), envolvendo critérios considerados “restritivos” e “pouco transparentes”.
Segundo relatos postos a circular entre os estudantes, dois docentes identificados como Pedro Domingos e Patrícia Almeida estariam a coordenar uma bolsa interna de orientadores, onde apenas professores pertencentes a determinados grupos académicos podem integrar a lista disponível para escolha dos finalistas.
De acordo com os denunciantes, a exigência estaria a gerar exclusão de docentes com reconhecida competência científica e experiência pedagógica, sobretudo professores das áreas de matemática e estatística, cujas disciplinas integram os cursos de Gestão, Contabilidade e Economia.
Os estudantes afirmam que a participação integral em seminários metodológicos deveria constituir o único requisito válido para habilitar docentes à orientação de TFC, conforme alegadamente ocorre noutras faculdades da mesma instituição.
Um dos casos apontados envolve um professor identificado apenas pelas iniciais “AI”, que, segundo os denunciantes, terá sido impedido de orientar trabalhos pelo facto de leccionar disciplinas de matemática, decisão considerada “injustificável” por parte dos estudantes.
“As disciplinas de Matemática Financeira, Matemática para Economia e Gestão e outras áreas quantitativas fazem parte das melhores universidades do mundo e são fundamentais para trabalhos científicos”, refere a denúncia.
Os estudantes levantam ainda suspeitas sobre alegadas situações de favorecimento académico, afirmando que alguns docentes ligados à referida estrutura já atingiram o limite máximo de orientações, enquanto outros permanecem afastados do processo.
Outra preocupação apresentada prende-se com a composição das mesas de defesa. Segundo os denunciantes, haveria uma influência recorrente na indicação de presidentes, arguentes e orientadores, situação que, alegadamente, compromete a imparcialidade das avaliações.
Os relatos apontam ainda para diferenças significativas nas classificações atribuídas aos finalistas, com acusações de favorecimento a estudantes orientados por determinados docentes, enquanto outros teriam recebido notas consideradas “injustas”.
Até ao momento, a direcção da Universidade Oscar Ribas não se pronunciou publicamente sobre as acusações.
Os estudantes apelam à intervenção da direcção da faculdade e dos órgãos de supervisão do ensino superior, defendendo maior transparência, igualdade de oportunidades e respeito pelo direito dos finalistas escolherem livremente os seus orientadores
