Zaire: Pedro Sebastião e Pedro Makita, os corruptos que desgraçaram a sua província natal
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Zaire: Pedro Sebastião e Pedro Makita, os corruptos que desgraçaram a sua província natal

Mbanza Kongo assiste hoje a um espetáculo de um cinismo atroz. O povo da província do Zaire foi surpreendido pela visita de uma comissão de deputados da Assembleia Nacional. No meio dessa delegação, dois rostos conhecidos — mas não saudados — destacam-se: Pedro Sebastião e Pedro Makita (ambos vistos na imagem de referência image_0.png, trajando a indumentária vermelha do MPLA).

A imagem, captada durante as “Jornadas Parlamentares”, mostra dois homens que, aos olhos de muitos cidadãos do Zaire, são pouco mais do que “defuntos políticos” a tentar ressuscitar num território que outrora governaram com desastrosa incompetência.

Um Passado de Pilhagem e Desastre

É necessário refrescar a memória coletiva para entender a indignação da população. Tanto Pedro Sebastião como Pedro Makita ocuparam cargos de governadores na província do Zaire. Os seus mandatos não foram marcados pelo desenvolvimento, mas sim por uma gestão que, segundo várias denúncias, delapidou os cofres do Estado e hipotecou o futuro de inúmeras famílias locais.

A infraestrutura precária, a falta de serviços básicos e as oportunidades limitadas que ainda hoje assolam a região são o legado direto da incompetência destes dois políticos. Enquanto exerciam o poder, agiram com impunidade, tratando o erário público como se fosse sua propriedade privada. O resultado foi a desgraça de uma província rica em recursos, mas empobrecida pela sua liderança.

O Refúgio da Assembleia e o Silêncio dos Cúmplices

Após deixarem o Zaire num estado deplorável, onde “fizeram nada” em prol do povo, Sebastião e Makita encontraram um esconderijo conveniente na Assembleia Nacional. Hoje, protegidos pela imunidade parlamentar, actuam como “meros mudos”, incapazes de defender os interesses de quem os elegeu, mas céleres em proteger os seus próprios interesses corruptos.

A sua presença nesta comissão de visita é um insulto à inteligência do povo do Zaire. É o regresso dos agressores ao palco do crime, não para pedir perdão, mas para ostentar uma autoridade que já não possuem moralmente. A indumentária que usam, como se vê em image_0.png, com os slogans de “Poder Local” e “Coesão” no painel de fundo, é a prova final da ironia macabra desta visita: pregar o poder local a quem o destruiu sistematicamente.

O povo do Zaire deve acolher estes dois políticos com o silêncio que eles próprios mantêm na Assembleia, um silêncio que grita a sua culpa e a sua rejeição. O tempo da impunidade está a esgotar-se, e nenhuma imunidade parlamentar poderá esconder para sempre o rasto de destruição que deixaram para trás. Pedro Sebastião e Pedro Makita não são bem-vindos na terra que traíram.

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