CABINDA – Um grave acidente rodoviário ocorreu na manhã desta segunda-feira, na localidade da Fortaleza, município do Ngoio, província de Cabinda, envolvendo um camião da marca Volvo e uma viatura das Forças Armadas Angolanas (FAA).
De acordo com informações preliminares, o sinistro terá provocado a morte imediata de pelo menos três militares, além de vários feridos em estado grave.
Condições das Estradas no Centro das Críticas
Segundo relatos colhidos no local por testemunhas e residentes, as péssimas condições das estradas em Cabinda terão estado na base da perda de controlo do veículo militar, culminando no trágico capotamento. O troço em causa é frequentemente apontado pelos automobilistas devido à falta de manutenção, buracos na via e sinalização deficiente, fatores que elevam substancialmente o risco de sinistros rodoviários.
Demora no Socorro Agrava o Balanço de Vítimas
Para além do impacto inicial do acidente, a população e as testemunhas presentes manifestaram profunda indignação com a morosidade na resposta das equipas de emergência. Relatos locais indicam que os serviços de socorro médico demoraram várias horas até chegar ao local do sinistro.
Esta demora acabou por se revelar fatal. Devido à gravidade dos ferimentos e à ausência de assistência médica imediata no local, vários soldados das FAA acabaram por falecer ainda na via pública, enquanto aguardavam por evacuação para uma unidade hospitalar. Os sobreviventes, muitos em estado grave, foram posteriormente transportados para os hospitais mais próximos após a chegada tardia das ambulâncias.
Apelos por Melhorias
O cenário de desespero gerou uma forte onda de comoção entre a população de Cabinda, que pede agora uma intervenção urgente do Governo Provincial e das autoridades competentes tanto na reabilitação urgente das vias rodoviárias como na melhoria da capacidade de resposta dos serviços de proteção civil e emergências médicas na província.
Até ao momento, não foi emitido um balanço oficial final com o número exato de vítimas mortais e feridos por parte do comando das Forças Armadas Angolanas ou das autoridades sanitárias locais.
O Makamavulo continuará a acompanhar o desenvolvimento desta ocorrência e apresentará novas atualizações assim que estiverem disponíveis dados oficiais.
