Candidatos contestam validade do processo eleitoral e apelam à Comissão Eleitoral para reavaliar denúncias apresentadas antes do escrutínio
Luanda O processo eleitoral interno da Ordem dos Economistas de Angola (OEA) está no centro de uma nova controvérsia, depois de surgirem denúncias de alegada fraude intelectual e questionamentos sobre a condução do escrutínio por parte da Comissão Eleitoral.
A situação ganhou maior repercussão após um apelo formal subscrito pelo mandatário de uma das listas concorrentes, no qual são levantadas preocupações sobre a integridade do processo e o tratamento dado às denúncias apresentadas antes da votação.
De acordo com o documento, os autores da contestação consideram que houve falhas graves na apreciação das participações feitas junto da Comissão Eleitoral, sobretudo relacionadas com suspeitas de plágio intelectual atribuídas a um dos candidatos envolvidos no processo.
Segundo os signatários, a prática denunciada compromete diretamente os princípios de ética e responsabilidade profissional que orientam a classe dos economistas em Angola.
“Um economista que pratica plágio compromete não apenas a sua própria credibilidade, mas também a reputação de toda a classe profissional”, refere o documento.
Contestação à resposta da Comissão Eleitoral
A principal crítica recai sobre a atuação da Comissão Eleitoral, que, segundo o texto, foi notificada de forma antecipada e devidamente documentada antes do escrutínio, mas terá emitido uma resposta considerada vaga e insuficientemente fundamentada.
Os contestatários defendem que a ausência de uma análise detalhada sobre o conteúdo das denúncias representa um vício procedimental que pode colocar em causa a legitimidade do processo eleitoral.
No documento, também se argumenta que a falta de uma posição clara poderá ser interpretada como omissão institucional num momento considerado decisivo para a credibilidade da organização.
Apelo à transparência e rigor institucional
A carta reforça que a defesa da ética profissional deve prevalecer sobre interesses circunstanciais e pede à Comissão Eleitoral que reconsidere formalmente a sua posição.
O apelo é igualmente dirigido aos membros da Ordem dos Economistas de Angola, chamados a refletir sobre as consequências institucionais que um processo eleitoral sob suspeita poderá trazer à imagem da instituição.
Entre os principais pontos destacados está a preocupação de que a validação de um candidato sob acusação de plágio possa abrir precedentes considerados prejudiciais à reputação nacional e internacional da OEA.
Processo continua a gerar expectativa
Enquanto se aguarda uma eventual resposta oficial da Comissão Eleitoral, o caso continua a mobilizar atenção entre profissionais do setor económico e membros da instituição.
A expectativa recai agora sobre os próximos passos administrativos e sobre a possibilidade de reapreciação formal das denúncias apresentadas.
O documento foi assinado por Martins Paulo Afonso, identificado como mandatário de uma das listas concorrentes, e reforça a defesa de um processo assente na transparência, legalidade e credibilidade institucional.
