Luanda — O empresário angolano Alfredo Malamana tornou pública uma declaração de profundo desabafo sobre o prolongado litígio em torno da empresa Africa4Less, afirmando que há mais de uma década aguarda por um desfecho que considera justo e transparente.
No testemunho tornado público, Malamana descreve a trajetória da Africa4Less como um projeto construído com esforço pessoal, investimento e visão empresarial, que acabou por transformar-se num processo marcado por perdas financeiras, desgaste emocional e uma longa espera por respostas institucionais.
Segundo o empresário, a dor provocada pelo caso ultrapassa a dimensão económica e atingiu diretamente a sua vida pessoal e familiar.
“Há feridas que permanecem abertas não apenas por causa do dinheiro perdido, mas por causa da traição, do silêncio e da sensação de abandono diante da injustiça”, escreveu.
De acordo com Alfredo Malamana, o processo relacionado com a venda da Africa4Less iniciou uma disputa que se mantém sem solução definitiva há cerca de doze anos.
Ao longo da declaração pública, o empresário manifesta preocupação com alegadas influências políticas e institucionais que, segundo afirma, contribuíram para prolongar o conflito e dificultar o esclarecimento do caso.
Malamana refere ainda o nome da antiga governadora de Cabinda, Aldina da Lomba, apontando dúvidas e questionamentos sobre o papel político desempenhado no período relacionado com o litígio, defendendo que todos os factos ligados ao processo merecem ser esclarecidos dentro da legalidade e com transparência.
Para o empresário, o caso deixou de ser apenas uma disputa empresarial e tornou-se símbolo das dificuldades enfrentadas por vários empreendedores africanos que lidam com conflitos comerciais prolongados e esperam por respostas institucionais.
“A Africa4Less tornou-se mais do que um caso. Tornou-se um símbolo da luta de muitos africanos que enfrentam silêncio institucional e promessas nunca cumpridas”, declarou.
Apesar do desgaste acumulado ao longo dos anos, Alfredo Malamana afirma que continua a acreditar no esclarecimento dos factos e numa solução justa.
“Um homem pode perder dinheiro, propriedades e oportunidades, mas não pode perder a sua voz”, concluiu.
Até ao momento, não há pronunciamento público conhecido da antiga governadora citado pelo empresário em resposta às declarações.
Por: Alfredo Malamana | Redação Makamavulo
