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Escândalo de Jú Martins aprofunda crise interna no MPLA e pode favorecer Higino Carneiro na disputa pela liderança, caso o processo eleitoral decorra sem fraude

Dirigente do MPLA Jú Martins continua no centro de debate político interno após polémica que ganhou repercussão nas redes sociais.

Luanda — O ambiente interno no MPLA continua marcado pelo desconforto em torno do escândalo mediático envolvendo o secretário para os Assuntos Políticos e Eleitorais do partido, João de Almeida Azevedo Martins, conhecido politicamente como Jú Martins.

Depois da divulgação nas redes sociais de vídeos íntimos atribuídos ao dirigente, o tema continua a provocar tensão e murmúrios nos bastidores políticos, incluindo durante recentes encontros do Bureau Político do partido.

Permanência de Jú Martins divide o MPLA, aumenta críticas internas e abre espaço político para avanço de Higino Carneiro no partido

Segundo relatos políticos divulgados nos últimos dias, a permanência de Jú Martins no cargo tem sido vista por alguns setores como um fator de desgaste institucional e humano dentro da estrutura partidária, numa altura em que o MPLA procura preservar estabilidade interna e foco no calendário político nacional.

Fontes ligadas ao debate político apontam que o desconforto se tornou visível durante a última reunião do Bureau Político, onde o dirigente terá mantido uma postura reservada enquanto persistiam referências indiretas ao escândalo que marcou o chamado “verão passado”.

Presidente do MPLA tem influencia para manter o seu companheiro e amigo no cargo,mas com um final triste ser derrotado pelo Higino Carneiro que consolidando novos alinhados nestes dias devido a falta de vontade de JLO para exonerar ou afsatar o mesmo Martins do Bureau politico.

A polémica ganhou dimensão nacional depois de vídeos íntimos atribuídos a Jú Martins começarem a circular em redes sociais e grupos de WhatsApp. As gravações mostram um homem apontado publicamente como sendo o dirigente do MPLA em momentos privados com duas mulheres jovens.

A controvérsia aumentou devido às suspeitas levantadas por utilizadores nas redes sociais de que as imagens possam ter sido gravadas num espaço associado à sede nacional do MPLA, em Luanda, hipótese que também não foi confirmada oficialmente.

A repercussão levou a várias reações públicas e comentários políticos, sobretudo por envolver uma das figuras ligadas à coordenação eleitoral do partido no poder.

Entre as vozes que se pronunciaram esteve a empresária e antiga deputada Tchizé dos Santos, que defendeu esclarecimentos internos caso venha a confirmar-se o uso de instalações institucionais.

MPLA ignorou todos os argumentos e criticas dos membros activos,simpatizante e amigos,partidos opositores mantem silencio,aguardando em momentos eleitoral na campanha para arrebentar com o MPLA tudo que se preve da UNITA e ACJ que ganharam mais simpatizantes com este episodio pornografico na sede do MPLA.

Nos círculos políticos ligados ao MPLA, cresce agora a leitura de que o caso ultrapassou a dimensão pessoal e passou a representar um foco de desgaste político, precisamente numa fase considerada sensível para a preparação interna do partido.

Analistas observam que, mesmo sem uma posição pública oficial do partido sobre o assunto, o episódio continua a gerar repercussão pública e alimentar debates sobre responsabilidade institucional, exposição política e gestão interna de crises.

Até ao momento, Jú Martins não fez qualquer declaração pública sobre o conteúdo divulgado nas redes sociais, e o MPLA também não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Por : Redação Makamavulo

By xac4o

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