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Crise na ANPG: Gestão de Paulino Jerónimo Sob Suspeita, Queda de 69% nos Lucros e Sombra de Corrupção Afastam Investidores de Angola

Retrato de Paulino Jerónimo, Presidente do Conselho de Administração da ANPG, em plano médio, olhando ligeiramente para o lado. Ele usa óculos de armação preta, fato cinzento, camisa clara e gravata amarela estampada. À direita, ao fundo, destaca-se o logótipo oficial da ANPG (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) com o seu símbolo vermelho e dourado sobre um fundo branco.

As finanças da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) continuam em rota de colisão. Pelo segundo ano consecutivo, a concessionária nacional registou uma quebra severa no seu desempenho financeiro, acumulando prejuízos reputacionais que ameaçam a estabilidade do sector mais estratégico da economia angolana.

Segundo o relatório de contas mais recente, o resultado líquido da ANPG afundou 69,23%, fixando-se em 258,119 mil milhões de kwanzas em 2025. Esta derrocada consolida uma tendência alarmante para a instituição: em 2023, os lucros situavam-se nos 2,4 biliões de kwanzas, despencando para 839,017 mil milhões no ano seguinte, até atingirem o patamar crítico atual. A agência aponta a variação cambial como principal justificação para o declínio, mas os problemas estruturais e de gestão parecem ir muito mais além.

O “Buraco” Milionário dos Fundos de Abandono

A par do tombo financeiro, o grande fantasma que ensombra a contabilidade da ANPG é o Fundo de Abandono — destinado a cobrir os custos com a desativação e recuperação ambiental de campos petrolíferos.

O auditor independente responsável por analisar as contas voltou a emitir um alerta vermelho, evidenciando uma discrepância milionária de 565 mil milhões de kwanzas nas “contas a receber” do referido fundo. Este verdadeiro “buraco” contabilístico levanta sérias dúvidas sobre a transparência da gestão interna e o destino real dos recursos que deveriam salvaguardar o futuro ambiental e infraestrutural do país.

Gestão Sob Suspeita: Condenação das Práticas do PCA

À frente da supervisão nacional, com a responsabilidade crucial de regular, fiscalizar e promover as atividades petrolíferas, está Paulino Jerónimo Contudo, o papel regulador da liderança tem sido severamente posto em causa por graves denúncias de bastidores.

De acordo com fontes ligadas à investigação deste jornal, recaem sobre o Presidente do Conselho de Administração (PCA) fortes acusações de envolvimento em esquemas de suborno e recebimento de comissões ilegais cobradas a investidores estrangeiros.

Nota Editorial: A prática de extorsão e a criação de portagens financeiras ilícitas no topo da ANPG são intoleráveis e merecem a mais firme condenação pública. Em vez de mitigar os riscos e atrair capital de forma transparente, a conduta da liderança sabota os esforços de desenvolvimento nacional, transformando o regulador num obstáculo ao livre mercado.

Angola Sob a Mancha da Insegurança Jurídica

As consequências destas práticas reflexas já se fazem sentir a nível internacional. O mercado global de energia reage de forma imediata à falta de transparência. Como resultado direto da corrupção e das discrepâncias financeiras expostas pelos auditores:

  • Insegurança para Investir: Angola continua a ser rotulada internacionalmente como um país de alto risco e inseguro para o investimento estrangeiro direto.
  • Fuga de Capital: Grandes operadoras internacionais hesitam em injetar dinheiro em blocos petrolíferos quando os mecanismos de regulação falham e os fundos de garantia (como o de Abandono) apresentam desvios desta magnitude.
  • Asfixia Económica: Sendo o petróleo a espinha dorsal do erário público angolano, a degradação da imagem da ANPG arrasta consigo a credibilidade de todo o ecossistema financeiro do país.

É urgente que as autoridades de tutela e os órgãos de fiscalização judicial atuem com firmeza para auditar profundamente a gestão de Paulino Jerónimo. A manutenção do atual cenário de impunidade e opacidade financeira ditará o isolamento contínuo de Angola num mercado global cada vez mais exigente em termos de governança corporativa e integridade.

By xac4o

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