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Polícia Nacional acusada de impedir actividade recreativa da JURA na Ilha de Luanda

LUANDA – A Polícia Nacional está a ser publicamente acusada de intervir e inviabilizar uma atividade de caráter recreativo e cultural organizada pela JURA (Juventude Unida de Angola), a ala juvenil da UNITA, que estava agendada para decorrer na Ilha de Luanda. De acordo com os organizadores do evento, os efetivos das forças da ordem posicionaram-se no local para impedir a realização da iniciativa, uma ação que a direção da organização juvenil classifica como "arbitrária" e um atentado às liberdades democráticas de reunião e de associação de cidadãos. Por outro lado, fontes ligadas às autoridades locais alegam frequentemente a falta de autorizações administrativas prévias ou pressupostos de segurança para justificar a suspensão de aglomerações na via pública. O incidente volta a acender o debate sobre a atuação policial em eventos de cariz político-partidário e associativo na capital angolana.

Polícia Nacional acusada de impedir actividade recreativa da JURA na Ilha de Luanda – Hold On Angola
PorRedação

A secretária provincial para a Administração e Finanças da Juventude Unida Revolucionária de Angola (JURA) em Luanda, Jucelina Martins, manifestou hoje (31), Domingo repúdio face ao que classificou como um acto de intimidação da policía contra jovens da UNITA durante uma actividade recreativa realizada na Ilha de Luanda.

Na nota partilhada nas redes socias Facebook, a dirigente juvenil esclareceu que a actividade consistia num momento de convívio, lazer e confraternização entre jovens, sem qualquer carácter reivindicativo ou potencial para perturbar a ordem pública.

Segundo Jucelina Martins, efectivos da Polícia Nacional impediram a realização da iniciativa, apesar de esta decorrer num espaço público, situação que, no seu entendimento, levanta preocupações quanto ao respeito pelos direitos e liberdades fundamentais consagrados na Constituição da República de Angola.

Porém, questionou os fundamentos da intervenção policial, defendendo que a Ilha de Luanda constitui um espaço acessível a todos os cidadãos, independentemente das suas convicções ou filiação política.

A JURA considerou inaceitável que a juventude seja alvo de actos de intimidação por exercer actividades pacíficas de carácter recreativo, sublinhando que as instituições públicas devem servir todos os angolanos sem qualquer forma de discriminação.

Jucelina Martins alertou ainda para a necessidade de salvaguardar direitos como a livre circulação, o convívio social e a participação em actividades pacíficas, princípios que considerou essenciais para o fortalecimento da democracia e da inclusão social no país.

A responsável concluiu reiterando que Angola pertence a todos os cidadãos e apelou ao respeito pelos valores democráticos, pela tolerância política e pela convivência harmoniosa entre os angolanos.

Até ao momento, não foi conhecida qualquer reacção oficial das autoridades angolana sobre o impedimento da actividade recreativa da JURA na Ilha de Luanda.

By xac4o

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