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Manuel Homem Ministro do Interior criticado por reinaugurar Escola 7 anos depois da sua inauguração feita pelo ex-Ministro Ângelo da Veiga Tavares

Escola Nacional de Migração foi inaugurada em 2019, mas voltou a ser apresentada numa cerimónia oficial após obras de requalificação. Alegada retirada da placa original levanta questões sobre memória institucional e utilização de recursos públicos.

Sete anos depois da sua inauguração oficial, a Escola Nacional de Migração (ENAMI) voltou a ser palco de uma cerimónia institucional presidida pelo Ministro do Interior, numa iniciativa apresentada publicamente como o início de uma nova fase da instituição, após trabalhos de requalificação e ampliação.

A cerimónia, no entanto, está a gerar críticas e levanta uma série de questões que merecem esclarecimento público.

A principal delas é simples: como pode uma instituição já oficialmente inaugurada voltar a ser “reinaugurada” sete anos depois, aparentemente em consequência de obras de reabilitação?

Registos públicos indicam que a Escola Nacional de Migração foi inaugurada em 2019 pelo então Ministro do Interior, Ângelo da Veiga Tavares.

A instituição, portanto, já possuía existência física e institucional antes da recente cerimónia.

A realização de obras de melhoramento, pintura, requalificação ou ampliação pode justificar uma cerimónia de entrega das obras, de reabertura ou de apresentação de uma nova fase institucional. Mas levanta-se a discussão sobre se tais intervenções são suficientes para justificar a realização de uma nova inauguração de uma instituição que já havia sido oficialmente inaugurada anos antes.

A placa que registava a inauguração original

Outra questão está no centro da controvérsia.

Há alegações de que a placa comemorativa existente na Escola, onde constava a referência à inauguração realizada pelo então Ministro do Interior, Ângelo da Veiga Tavares, terá sido retirada durante ou após os trabalhos de requalificação.

A informação, caso confirmada, merece esclarecimentos.

Onde se encontra actualmente a placa original?

Foi retirada temporariamente para permitir a realização das obras?

Será recolocada no local onde se encontrava?

Ou foi definitivamente removida?

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