Job Capainha em estado de Saúde grave evacuado de emergencia a Lisboa
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Job Capainha em estado de Saúde grave evacuado de emergencia a Lisboa

PR decide assumir encargos de Capapinha

Luanda – O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, tem vindo a demonstrar uma postura de sensibilidade institucional perante figuras políticas — tanto do MPLA como da oposição — que enfrentam situações de saúde delicadas e recorrem ao seu apoio. Apesar de existir uma corrente interna que o critica, Lourenço tem assumido pessoalmente vários encargos considerados sensíveis.

Segundo apurações, assim que tomou conhecimento do estado crítico de saúde do antigo governador do Cuanza Sul, Job Castelo Capapinha, o Presidente decidiu assumir o custo do tratamento médico no exterior, garantindo a assistência do dirigente, em Lisboa.

No início do ano, Lourenço também interveio directamente para apoiar o antigo ministro das Relações Exteriores, Manuel Domingos Augusto, após ser diagnosticado com cancro no pâncreas. O Chefe de Estado tem igualmente prestado apoio extraordinário a Maria Eugénia Neto, viúva do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, bem como a outros veteranos e históricos do MPLA que enfrentam problemas de saúde.

A postura do líder angolano não é nova. Em 2019, Lourenço foi solidário com o antigo dirigente da UNITA, Abel Chivukuvuku, que se encontrava internado em Luanda. Além de o visitar pessoalmente, o Presidente encorajou a sua evacuação para o exterior.

Mais tarde, na sua página do Twitter, justificou o gesto afirmando: “A visita que efectuei hoje ao Dr. Abel Chivukuvuku, internado numa das unidades hospitalares, não é mais do que um simples gesto de solidariedade a um concidadão de cujos préstimos Angola precisa.” Nas redes sociais, Lourenço reforçou a ideia de unidade nacional: “

A angolanidade vai além das nossas diferenças políticas ou culturais. Cada angolano é, pois, um activo fundamental para o engrandecimento da Pátria.”

A sucessão de intervenções pessoais evidencia uma estratégia de humanização da liderança presidencial, num contexto político marcado por tensões internas e disputas de poder, mas onde Lourenço procura projectar a imagem de um dirigente atento às necessidades humanas dos seus pares — independentemente da filiação partidária.

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