A nomeação de um foragido da justiça com “perfil vermelho” para liderar o Gabinete de Compliance expõe a responsabilidade direta do PCA da ENDIAMA na fragilização e na conivência com a corrupção dentro da empresa pública.
LUANDA O princípio da integridade corporativa e da moralidade pública sofreu um golpe devastador no sector diamantífero angolano, arrastando o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da ENDIAMA E.P., José Manuel Ganga Júnior, para o centro de graves acusações de cumplicidade institucional. Ao admitir, aprovar e validar a ascensão de Mário Mapuia Tunga ao cargo de Diretor do Gabinete de Normalização, Auditoria, Compliance e Controlo de Qualidade sabendo perfeitamente que este ostenta um alarmante “perfil vermelho” na administração pública , a liderança máxima da estatal assume a coresponsabilidade por um dos maiores escândalos éticos da governação corporativa no país.
A indignação em fóruns económicos e na sociedade civil resume-se a uma questão direta e inevitável: se Mário Tunga utilizou as suas funções para lesar o Estado ontem na Administração Geral Tributária (AGT), que garantias têm os cidadãos e os parceiros internacionais de que ele não está a continuar a roubar hoje na ENDIAMA, sob a cobertura e complacência direta do próprio PCA Ganga Júnior? Colocar um indivíduo com este histórico criminal pendente no coração da fiscalização de diamantes equivale a entregar a chave do cofre ao principal suspeito.
O Histórico Criminal e a Fuga em “Parte Incerta”
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