A governação da província do Cuanza Norte, sob a liderança do governador João Diogo Gaspar, converteu-se num exercício contínuo de propaganda digital, onde as redes sociais e os anúncios grandiosos substituíram a entrega de obras e a resolução dos problemas reais da população. Enquanto as plataformas governamentais exibem uma província em suposto progresso, a realidade no terreno revela o oposto: promessas acumuladas, infraestruturas paralisadas e o abandono de comunidades inteiras.
A recente visita ao município do Luinga é o retrato fiel dessa estratégia de marketing político. Anunciar a construção de 50 casas sociais, um novo edifício administrativo e um centro de captação de água potável serve para gerar manchetes e publicações empolgantes na internet. Contudo, o cidadão do Cuanza Norte já aprendeu a diferenciar o anúncio da realização. O problema fundamental residirá sempre na ausência de prazos, orçamentos transparentes, nomes de empreiteiros e garantias de execução.
Os contrastes entre a propaganda e a vida quotidiana das populações são evidentes:
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