Denúncias de estudantes levantam questões sobre os critérios de avaliação, a transparência da gestão pedagógica e as alegadas movimentações para a liderança do Instituto Politécnico Industrial de Luanda.
O Instituto Politécnico Industrial de Luanda, conhecido popularmente como Makarenko, está no centro de denúncias que apontam para possíveis irregularidades na gestão pedagógica, alegadas interferências nas avaliações e suspeitas de tráfico de influência. As informações, que carecem de investigação independente e de contraditório institucional, levantam preocupações sobre a transparência dos processos académicos e a protecção dos direitos dos estudantes.
As denúncias surgem num contexto em que também são levantadas questões sobre as alegadas movimentações de Edson Viegas, atual subdiretor pedagógico, junto de estruturas ligadas à JMPLA e a responsáveis do sector da Educação, supostamente com o objectivo de alcançar a direcção-geral do instituto.
Outro ponto particularmente sensível prende-se com denúncias de alegado assédio a estudantes do sexo feminino durante as aulas por parte principalmente do Subdiretor pedagógico, Edson Viegas.
Segundo as informações que motivam esta denúncia, essas movimentações terão começado há cerca de quatro meses. É igualmente alegada a existência de negociações envolvendo o actual director-geral, Milton Silva, e a possibilidade de uma colocação deste último num cargo de direcção ao nível do Ministério da Educação.
Até ao momento, estas alegações não constituem factos comprovados. A eventual existência de negociações, os seus intervenientes, os objectivos e a natureza dos contactos devem ser esclarecidos mediante documentação e declarações das partes envolvidas.
Uma das questões mais preocupantes diz respeito às alegações de que dezenas de estudantes poderão ter sido reprovados após deixarem apenas uma disciplina por concluir, ficando sujeitos à repetição de um ano lectivo inteiro, tudo por causa do Edson Viegas subdiretor pedagógico e sua milícia instalada na instituição.
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