A Coligação “Brasil Pronto pra Mais”, formada pela Federação Brasil da Esperança, PSB, PDT e Federação PSOL/Rede, acionou a Organização das Nações Unidas (ONU) e autoridades brasileiras para apurar possíveis irregularidades na atuação da Meta durante as eleições de 2026.
A coligação encaminhou um relatório técnico ao relator especial da ONU sobre liberdade de opinião e expressão, Leopoldo Maldonado Gutiérrez, e apresentou uma Notícia de Fato ao procurador-geral eleitoral, Paulo Gustavo Gonet Branco, e à Polícia Federal (PF).
O documento reúne episódios que, segundo a coligação, indicam tratamento desigual das candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas plataformas digitais da empresa. A representação às autoridades brasileiras solicita a investigação de possíveis vantagens econômicas obtidas pela campanha de Flávio por meio da distribuição de conteúdos e da produção de material político, sem o devido registro na prestação de contas.
Diferenças no alcance das publicações
Um dos pontos apresentados pela coligação é a diferença no desempenho dos vídeos curtos publicados pelos candidatos entre 1º de setembro e 14 de outubro. De acordo com o levantamento técnico citado no documento, o perfil de Flávio Bolsonaro, com 14,2 milhões de seguidores, registrou média de 6,68 milhões de visualizações por vídeo. O perfil de Lula, com 17,4 milhões de seguidores, teve média de 4,81 milhões.
A diferença corresponde a um alcance médio 39% superior para as publicações de Flávio. O levantamento estima um excedente de 348,5 milhões de visualizações, cujo valor bruto hipotético chegaria a cerca de R$ 7,44 milhões, considerando o preço do impulsionamento pago pela campanha de Lula.
A coligação sustenta que os números precisam ser apurados para verificar se os serviços prestados pela plataforma representaram vantagens econômicas para a candidatura de Flávio Bolsonaro sem a correspondente declaração eleitoral.
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