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Luanda: Repressão policial contra mulheres vulneráveis gera revolta e críticas aos direitos humanos em Angola

Luanda: Repressão policial contra mulheres vulneráveis gera revolta e críticas aos direitos humanos em Angola

LUANDA: Imagens de extrema violência envolvendo fiscais das administrações municipais do Talatona e Sambizanga contra zungueiras estão a provocar uma onda de indignação pública e a reacender o debate sobre os métodos utilizados pelas autoridades no combate ao comércio informal na capital angolana.

Os vídeos, amplamente partilhados nas redes sociais, mostram mulheres a serem empurradas, agredidas e perseguidas durante operações de fiscalização que, segundo críticos, ultrapassam em muito os limites da legalidade e do respeito pela dignidade humana.

A brutalidade das cenas levanta uma questão inevitável: estará o Estado a combater a informalidade ou a criminalizar a pobreza?

As zungueiras, que diariamente percorrem as ruas de Luanda para garantir o sustento das suas famílias, voltam a surgir como o elo mais fraco de uma cadeia marcada pelo desemprego, pela exclusão social e pela falta de oportunidades económicas.

Enquanto milhares de cidadãos enfrentam dificuldades para sobreviver, as operações de fiscalização parecem concentrar-se nos vendedores ambulantes, muitas vezes recorrendo à força física e à intimidação.

Perante a repercussão das imagens, o Grupo Parlamentar da UNITA condenou os actos e exigiu que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

Para o maior partido da oposição, as imagens constituem uma clara violação dos direitos humanos e demonstram um uso desproporcional da força contra cidadãos indefesos.

A denúncia da UNITA surge num contexto em que organizações da sociedade civil têm alertado para a crescente tensão entre fiscais municipais e vendedores informais.

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