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SEIS SOBAS FORAM VÍTIMAS DE ALEGADA DETENÇÃO ILEGAL E APREENSÃO INDEVIDA DE BENS NO INTERIOR DO SIC-LUANDA

SEIS SOBAS FORAM VÍTIMAS DE ALEGADA DETENÇÃO ILEGAL E APREENSÃO INDEVIDA DE BENS NO INTERIOR DO SIC-LUANDA PORTA-VOZ DO SIC-GERAL TRAIU O NA LENTE DO CRIME AO LHE SOLICITAREM CONTRADITÓRIO, ACUSADO AMEAÇA JORNALISTA
Elementos pertencentes ao Serviço de Investigação Criminal (SIC), incluindo o respectivo chefe do departamento do crime organizado, estão a ser acusados de envolvimento na alegada detenção ilegal de seis sobas, provenientes da zona dos Mulenvos e dentre eles, alguns eram regedores visitantes de Malanje.
Por: Na Lente do Crime
Segundo a Domingas Mwa Nzambe de nome fictício, nossa fonte proxima dos sobas, os referidos cidadãos terão sido privados, de forma indevida, da sua liberdade de circulação, sem que lhes tivesse sido apresentada, alegadamente, uma justificação legal para a restrição da sua liberdade.
Os Sobas trabalham em actividades cem fins lucrativos, para o bem estar espiritual da população
Domingas Mwa Nzambe nome (fictício) confidenciou ao Na Lente do Crime que, a detenção dos seis sobas ocorreu nos dias que antecederam a reunião realizada a 2 de Setembro, ainda durante a última semana de Agosto do corrente ano.
A denúncia aponta para alegada retenção de bens, nomedamente, 300 mil kwanzas, 100 dólares e vários telemóveis de diversas marcas pertencentes ao regedores. A adiantou que, António Barros e o chefe Baltazar de prepararem reposição dos bens subitraidos ilicitamente notrora, através de uma operação ilegal no Mercado dos Congolenses.
VALORES TERÃO PERMANECIDO NO GABINETE DE UM RESPONSÁVEL
Informações apurada pela investigação Na Lente do Crime, da conta que, a denúncia aponta o dedo ao chefe do Departamento de Crimes Organizados do SIC-Luanda, identificado como António da Silva Barros, alegando a nossa fonte, que parte dos bens e valores teria permanecido no gabinete do mesmo, situado na porta nº 105, no primeiro andar do Sic-Luanda.
O aspecto que suscita maior preocupação, segundo a Domingas Mwa Nzambe, é o facto de os valores alegadamente apreendidos não terem sido encaminhados para os serviços administrativos e financeiros ou para outro local formalmente destinado à guarda de bens apreendidos.
Sabe o Na Lente do Crime que, após os regedores serem libertados, os mesmo terão solicitado, por diversas vezes, a devolução dos seus meios. No entanto, segundo a fonte, quando os bens permaneciam sob custódia, os detidos ter-se-ão apercebido posteriormente da ausência dos valores e de alguns dos seus pertences.
REUNIÃO DE 2 DE SETEMBRO LEVANTA NOVAS INTERROGAÇÕES
A denúncia ganha novos contornos com uma alegada reunião realizada no dia 2 de Setembro de 2026, na qual terão participado efectivos do departamento do SIC-Luanda.
Segundo a entrevistada, fonte próxima de um dos sobas, que pediu anonimato por receio de eventuais represálias, este diz ter contacto com um dos operactivo do SIC-Luanda que participou na referida reunião clandestina. Tendo lhe assegurado que na reunião, o António Barros terá afirmado, em viva vóz e bom som, juntamente com o chefe Baltazar, que procederia à devolução de uma parte significativa dos valores subtraídos aos detidos.
Bem como a realização de uma operação no Mercado dos Congolenses, com o propósito de apreender telemóveis junto de comerciantes para, posteriormente, proceder à restituição dos aparelhos aos sobas.
Entre os nomes apontados como integrantes ou relacionados com a operação estão:
Lubazádio, Tomé, Bernardo Baltazar, Hugo Maria, Abílio Coelho, Hélder, Jorge além e outros efectivos. Sem disporem de elementos juridicos para o efeito e sem o consentimento do ministerio publico.
Caso confirmada, a alegação levanta dúvidas sobre os procedimentos utilizados para a apreensão e restituição dos bens, sobretudo quanto à existência de mandado, autorização ou outro fundamento jurídico que legitimasse a diligência.
SUPOSTA TENTATIVA DE INCRIMINAÇÃO
A fonte selhinhou que, mais grave ainda é a alegação confidenciada à uma suposta estratégia para justificar posteriormente a situação dos bens.
Afirmou também que, António Barros teria manifestado a intenção de introduzir uma nota de 100 dólares alegadamente falsa entre os bens de um dos sobas, com o objectivo de o associar à posse ou como sendo detentor de uso de falcificação de moedas falsa.
Na sequencia, a mesma fonte disse que está prevista a entrega de um telemóvel que não funcionaria, como forma de substituir um dos aparelhos subitraido as Sobas.
CONTA BANCÁRIA É APONTADA COMO MEIO DE REPOSIÇÃO
Outro elemento apresentado pela referida fonte, é a alegada criação de uma conta bancária domiciliada no Banco BAI, pelo IBAM nº 0040 0000 7200 9443 1019 3, que segundo a fonte, teria sido criada ou indicada para receber contribuições de efectivos do SIC-Luanda destinadas à reposição dos valores subitraido ilegalmente aos detidos.
A denúncia sustenta que a necessidade de recolha de dinheiro entre efectivos para devolver valores aos cidadãos levantaria uma questão fundamental: Se os bens foram legalmente apreendidos pelos agentes da autoridade, por que razão a sua reposição teria de ser suportada por contribuições internas?
“CALAR A BOCA”, TERÁ DITO O CHEF DO DEPARTAMENTO
Outra fonte castrense bem informada disse ao Na Lente do Crime, “durante a reunião, quando um investigador do processo tentou explicar que os valores se encontravam no gabinete do Sr. António Barros e não tinham sido entregues ao Departamento Administrativo e Financeiro, foi interrompido de forma brusca.
Afirmou que o António Barros, terá reagido de forma autoritária, mandando o investigador “calar a boca”.
PEDIDO DE INTERVENÇÃO AO DIRECTOR-GERAL DO SIC
Perante as alegações apresentadas, a denúncia apela à intervenção do director-geral do Serviço de Investigação Criminal, Luciano Tânio da Silva, para que determine uma análise ao processo e apure as circunstâncias que envolveram a detenção dos seis sobas, a apreensão dos seus bens e a posterior alegada tentativa de reposição.
Domingas Mwa Nzambe solicita igualmente que, sejam analisadas as actuações atribuídas aos responsáveis identificados, nomeadamente António da Silva Barros e o sr Baltazar, bem como os procedimentos adoptados relativamente aos valores e telemóveis apreendidos. Assegurou a nossa intrevistada.
A procura da verdade material, Na Lente do Crime, lamenta o facto de ter passado parte da pauta ao porta-voz Manuel Halawia e este ter reenviado ao acusado.
O acusado ao tomar conhecimento da intenção do NLC, reunião dia segui6com o efecto e proferiu ameaças graves aos presentes que foram extensivos ao Jornalista, dizer que, nós já somos ainda só nos restas semos enterrados, não temos medo

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