Pequenos Negócios Acusam PCA da AGT de Incapacidade Organizacional e Ações Abusivas
Crise no Empreendedorismo: Pequenos Negócios Acusam PCA da AGT de Incapacidade Organizacional e Ações Abusivas
“O nosso maior demônio para os pequenos empreendedores é a AGT.”
É com essa frase de desabafo que cresce a revolta entre micro e pequenos empresários devido à atuação da Administração Geral Tributária (AGT).Falta de Aviso Prévio e Encerramentos Abruptos
Segundo relatos compartilhados por empreendedores afetados, as inspeções e o encerramento de estabelecimentos comerciais têm ocorrido sem qualquer aviso prévio, notificação formal ou concessão de prazos para a regularização de pendências.
Para os empresários, a sensação é de que o fechamento imediato da atividade econômica tornou-se o caminho padrão adotado pelos fiscais, independentemente da gravidade da situação pontual.O Peso das Multas, a Desorganização Sistêmica e as Críticas ao PCA
Outro ponto crítico levantado refere-se à desatualização e falhas nos sistemas de cobrança e controlo de pagamentos. Comerciantes relatam situações alarmantes em que impostos devidamente liquidados — assim como multas pagas ainda no exercício anterior — continuam a constar como pendentes ou inexistentes nos registros da instituição.
A inércia e a má gestão do Conselho de Administração da AGT, na figura do seu PCA, têm sido o epicentro das críticas, sendo apontadas claras evidências de incapacidade para organizar processos internos eficazes.“Eu paguei em 2024 e no vosso sistema não consta.
Como assim? Para gerar uma multa nunca tem sistema, mas para cobrar com base nisso, aparece?”, questiona uma empreendedora afetada, apontando o impacto financeiro devastador de um único dia de paralisação nas atividades.Impacto no Emprego, na Economia Local e Fuga de Investidores
Os pequenos empresários lembram que, enquanto grandes corporações enfrentam crises de outra magnitude sem sofrer ações drásticas de encerramento, o comércio de menor escala — responsável pela subsistência de famílias e pela geração de postos de trabalho para dezenas de jovens — é o mais penalizado.
A categoria reforça que cumpre o seu papel social gerando emprego e pagando impostos baseados na produtividade diária.
No entanto, o fechamento repentino de portas, muitas vezes sem diálogo prévio ou soluções negociadas, paralisa a produção e asfixia financeiramente o setor.
Essa desorganização sistémica e o clima de insegurança jurídica gerado pela liderança da AGT não afetam apenas o mercado interno, mas também alimentam a desconfiança e impulsionam a fuga de investidores estrangeiros do mercado angolano.
Apelo por Reorganização e DiálogoA classe empresarial exige uma revisão urgente dos procedimentos internos da AGT, a responsabilização da liderança e maior eficiência tecnológica nos sistemas de validação fiscal.
O apelo central dos empreendedores não é a isenção de deveres fiscais, mas sim a abertura de canais de comunicação transparentes e humanos, que priorizem a orientação e a legalidade em detrimento de medidas punitivas imediatas.
