O presidente do Conselho de Administração do Caminho-de-ferro de Benguela (CFB), em Angola, é suspeito de peculato em aplicações bancárias superiores a 4 mil milhões de kwanzas, cerca de 4 milhões e 800 mil dólares, e de 1 milhão e 300 mil dólares, valores que serviriam para a aquisição de meios rolantes, apurou a Voz da América (VOA) mediante consulta de documentos da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Há dois anos na gestão daquela que é a referência do Corredor de Desenvolvimento do Lobito, agora com a presença de concessionários europeus, António Manuel Cabral está a ser investigado por indícios de benefícios pessoais em movimentações financeiras que conformam desvio orçamental.
As aplicações bancárias, efetuadas em diferentes bancos no período de Março de 2022, incluem igualmente a moeda europeia, num valor de 6 mil euros, segundo a nota a que a VOA teve acesso, na qual a PGR solicita informação bancária sobre a empresa e orçamentos de projectos desenvolvidos nas províncias de Benguela e Moxico.
Este pedido surge na sequência da apreensão de pastas em buscas ocorridas no CFB em Abril deste ano, já depois da detenção de um responsável da área financeira.
A PGR acredita que empresas fantasmas e comerciantes estrangeiros tenham ligações a estas aplicações bancárias de recursos disponibilizados pelo Ministério dos Transportes.
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