A administração provincial liderada pelo Governador João Diogo Gaspar está no centro de uma grave controvérsia sobre o uso dos fundos públicos, com populares a acusarem abertamente a governação de roubalheira e de levar a província do Cuanza Norte do mal para o pior. Os cidadãos criticam a ausência de desenvolvimento e sustentam que a região continua estagnada, enquanto quantias milionárias são alocadas a projetos de pequena dimensão.
Em causa está o anúncio do financiamento de cinquenta e um milhões, novecentos e trinta e seis mil, setecentos e vinte e um kwanzas e noventa e cinco cêntimos para a construção de apenas duas salas de aula e uma habitação para professores na localidade de Kapata, no município do Quiculungo.
A cerimónia oficial de lançamento da primeira pedra foi liderada pelo Administrador Municipal do Quiculungo, Gaspar da Silva, que defendeu o projeto como um investimento para a melhoria das condições de ensino e fixação do corpo docente na região. Contudo, os montantes aprovados sob a alçada do Governo Provincial liderado por João Diogo Gaspar provocaram uma vaga de revolta entre os residentes, que consideram este valor desproporcional e um reflexo da má gestão do erário público na província.
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