Opinião: Fernando Vumby classifica Angola como “Estado Mafioso” e denuncia corrupção estruturada no poder
Por Fernando Vumby
Fórum Livre Opinião & Justiça
Numa dura denúncia sobre a governação em Angola, o ativista e analista político Fernando Vumby classifica o atual ecossistema político do país como um “Estado mafioso”, onde os recursos públicos são desviados de forma organizada e estruturada para contas bancárias no estrangeiro.
Segundo declarações publicadas no Fórum Livre Opinião & Justiça, investigações sigilosas apontam que a esmagadora maioria dos governantes angolanos e titulares de cargos públicos possui volumes financeiros substancialmente maiores depositados em instituições bancárias internacionais do que no próprio território nacional.
Uso do aparelho estatal e ligações ao crime organizado
Vumby sustenta que o aparato do Estado tem sido instrumentalizado para o enriquecimento ilícito através de práticas como extorsão, clientelismo e a supressão violenta das vozes da oposição. Para o analista, existe uma clara fusão entre a corrupção institucional e o crime organizado em Angola.
O texto destaca ainda que quadros de alto nível no governo mantêm conexões com redes de delinquência organizada e cartéis ligados ao comércio ilícito de diamantes, combustíveis e até ao narcotráfico, garantindo proteção institucional a troco de dividendos financeiros nestes negócios à margem da lei.
Críticas contundentes ao sistema de justiça
Outro alvo central da análise é a atuação do poder judiciário. Fernando Vumby denuncia a falta de independência do Ministério Público e dos tribunais, afirmando que a maioria expressiva dos magistrados e juízes se encontra “submissa ao sistema”.
De acordo com o ativista, caso existisse em Angola um sistema de justiça genuinamente autónomo e imparcial, a quase totalidade dos atuais governantes estaria a cumprir penas de prisão pelas irregularidades cometidas no exercício das suas funções.
Vumby conclui a sua intervenção assegurando que continuará a expor o que considera ser a degradação ética e institucional do Estado angolano nas suas próximas publicações.
