Comportamentos oportunistas e a quebra de decoro ético por parte de figuras públicas despertam debates sobre a responsabilidade civil, a integridade política e as sanções previstas no ordenamento jurídico angolano.
Por: Adilson Papo-seco | Redação Makamavulo
LUANDA — A ascensão de comportamentos pautados pelo oportunismo puramente individualista e pela ausência de escrúpulos morais na arena política e social tem gerado profunda indignação na opinião pública. O caso recente envolvendo o cidadão Celsio de Carvalho coloca em evidência a figura do “somador de traições”: indivíduos que utilizam a intriga sistemática e a deslealdade institucional como trampolins para alcançar cargos de chefia e relevância pública, atropelando princípios basilares da convivência moral.
Atitudes que denotam ingratidão extrema e a promoção ativa de campanhas de difamação contra antigos aliados — que outrora estenderam o tapete político e propuseram a sua nomeação para cargos de destaque, como a direção municipal da juventude — levantam sérias dúvidas sobre a idoneidade e a coerência de quem se propõe a gerir a coisa pública. A conduta política, quando desprovida de caráter e eivada de traições reiteradas, ultrapassa o mero julgamento ético e passa a tangenciar a violação de preceitos normativos que regem a estabilidade das instituições e o decoro funcional.
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