NA SONANGOL, “O BAR ABERTO” E SUSPEITAS DE DESVIOS MILIONÁRIOS
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NA SONANGOL, “O BAR ABERTO” E SUSPEITAS DE DESVIOS MILIONÁRIOS

A Sonangol volta a ser alvo de denúncias envolvendo alegados desvios milionários, com recurso a empresas privadas, fundos públicos e contratação de investigadores estrangeiros, num processo apontado como possível esquema de lavagem de dinheiro e de formação de “caixa 2” relacionado ao PCA da Sonangol.

Segundo a denúncia, Eduardo João de Sousa Santos, identificado como Chefe de Segurança da Sonangol, teria constituído — com fundos públicos — diversas empresas, entre as quais:

FAZENDA EDU – GINGA, LDA.

    NIF: 5002114682 Sócios: Eduardo João de Sousa dos Santos e sua esposa, Teresa Ginga da Conceição Correia de Mascarenhas dos Santos.

    UNIANGOLA ENERGY – PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, LDA.

      NIF: 5001367048 Sócios: Eduardo João de Sousa dos Santos, Aminbhai Alibhai Kadiwar e António Monteiro Neto.

      UMBRELLA SHIELD INVEST – CONSULTORIA E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, LDA.

        NIF: 5001499661 Sócios: Eduardo João de Sousa dos Santos, António Manzaila Niemba Kiala, Filomeno de Jesus Aguiar, Romilson de Jesus Monteiro Barroso, Nelson Domingos Ngone e António Ferreira Gomes de Oliveira.

        WEALTH INVESTMENT CLUB SERVICES, LDA.

          NIF: 5001507117 Sócios: Eduardo João de Sousa dos Santos; António Manzaila Niemba Kiala (casado com Eurídice Marlene Gomes de Oliveira Kiala); e Romilson de Jesus Monteiro Barroso (casado com Leodânia Marlene Mascarenhas dos Santos Barroso), sob o regime de comunhão de adquiridos, residente em Luanda (Município de Belas).

          Conforme a mesma acusação, Eduardo Sousa dos Santos é quadro do SINSE colocado na Sonangol e, em vez de atuar como fiscal do Estado, teria assumido um papel descrito como “mixeiros sénior”, com a alegação de que “todos os grandes desvios passam por ele”limitando-se, segundo a denúncia, a fiscalizar diretores que não estejam alinhados com as supostas “más práticas” de gestão associadas ao PCA Sebastião Pai Querido.

          Diante das suspeitas, é defendida a intervenção da PGR e do SIC, com a realização de uma auditoria às empresas acima indicadas. A denúncia sugere como primeiro passo o confronto de Eduardo Sousa dos Santos com extratos bancários da sua conta no Banco BAI, mencionando o IBAN 0040.0000.6660.1304.1038.0.

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