MANUEL VICENTE REGRESSA A LUANDA SOB DISCRIÇÃO RIGOROSA E BLINDAGEM JURÍDICA
O antigo vice-presidente de Angola e ex-presidente da Sonangol, Manuel Vicente, regressou a Luanda em março de 2026 após um período nos Emirados Árabes Unidos e na África do Sul, optando por um silêncio absoluto e encontros privados que analistas apontam como uma estratégia para gerir processos judiciais pendentes e evitar pressões mediáticas.
A expiração da imunidade de cinco anos em setembro de 2022 abriu caminho para a confirmação, pela Procuradoria-Geral da República (PGR), de um processo-crime por suspeitas de corrupção ativa, branqueamento de capitais e falsificação de documentos. O caso está ligado às certidões da “Operação Fizz”, transferidas de Portugal para a jurisdição angolana, com desenvolvimentos reiterados pela PGR em fevereiro de 2025.
A pressão sobre o antigo “homem forte” da economia intensificou-se também a nível internacional. Relatórios da Africa Intelligence apontam que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos colocou Vicente no radar de potenciais sanções sob a Lei Global Magnitsky, devido a alegados casos graves de corrupção.
Ao contrário de outros figuras visadas pelo combate à corrupção que optam pelo confronto público, especialistas indicam que o silêncio de Manuel Vicente funciona como uma estratégia de bastidores para negociar a devolução de ativos e salvaguardar a sua segurança em solo nacional.
