Comissão independente conclui que o clube utilizou acordos considerados fictícios para inflacionar receitas, reduzir custos e ocultar a sua situação financeira real. Sanções serão analisadas em audiência posterior.
O Manchester City foi considerado culpado de 114 violações das regras financeiras da Premier League, segundo a decisão de uma comissão independente responsável por analisar o caso.
De acordo com as conclusões apresentadas, o clube teria utilizado uma série de acordos comerciais considerados fictícios ou inadequadamente estruturados para inflacionar artificialmente as suas receitas e reduzir os custos registados nas suas contas.
A decisão aponta ainda para a participação da Abu Dhabi United Group Investment & Development Ltd. (ADUG), entidade ligada à propriedade do Manchester City, no financiamento de determinadas operações.
Acordos de patrocínio sob investigação
Segundo a Comissão, algumas empresas teriam registado apenas uma parte dos valores correspondentes aos contratos de patrocínio, enquanto a ADUG teria financiado o restante.
A investigação identificou ainda outros acordos que, segundo as conclusões da Comissão, teriam sido financiados pela mesma entidade com o objetivo de apresentar custos operacionais inferiores aos valores reais.
Entre as operações analisadas estaria também um alegado acordo circular envolvendo a Fordham, entidade que teria adquirido direitos de imagem de dois jogadores do Manchester City.
Segundo a decisão, o acordo teria sido financiado pela ADUG.
Receitas artificialmente inflacionadas
De acordo com a Comissão, os mecanismos utilizados pelo clube teriam contribuído para inflacionar artificialmente as receitas e reduzir os custos declarados em mais de 900 milhões de libras durante o período analisado.
A decisão também concluiu que o Manchester City teria apresentado demonstrações financeiras consideradas incorretas, não refletindo integralmente a situação financeira real do clube perante auditores e órgãos reguladores.
Violações das regras da Premier League e da UEFA
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