Falta de Balneários Públicos em Viana Alimenta Problema de Saúde Pública e Danos às Infraestruturas
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Falta de Balneários Públicos em Viana Alimenta Problema de Saúde Pública e Danos às Infraestruturas

Falta de Balneários Públicos em Viana Alimenta Problema de Saúde Pública e Danos às Infraestruturas

A escassez de instalações sanitárias públicas na Vila Sede do município de Viana, em Luanda, está a gerar forte preocupação entre os munícipes e a impactar negativamente o saneamento básico e a saúde pública na região. Em uma reportagem conduzida no âmbito do programa “A Voz do Bairro”, apresentada por Suria Cambinda, moradores e transeuntes relataram as dificuldades diárias enfrentadas pela falta de balneários acessíveis e suficientes.

De acordo com representantes da administração local, a Vila Sede conta atualmente com apenas dois balneários públicos — um localizado próximo à passagem pedonal e outro nas imediações da administração e do banco BPC. Contudo, munícipes ouvidos pela reportagem consideram o número amplamente insuficiente para responder à elevada movimentação de pessoas no município.

Preços Cobrados e Defesa do Acesso Universal

Outro ponto de discórdia entre a população diz respeito às taxas cobradas pela utilização dos serviços sanitários existentes, cujos valores variam entre 100 e 500 kwanzas, dependendo da necessidade do utilizador. Enquanto alguns moradores consideram os valores praticados razoáveis, a maioria defende que a tabela de preços é demasiado elevada para grande parte da população, argumentando que a satisfação de necessidades biológicas deveria ter custos mais reduzidos ou ser inteiramente gratuita, de modo a garantir o acesso a todos.

Urinar em Via Pública e Degradação do Património

A escassez de infraestruturas aliada ao custo do serviço tem levado muitos cidadãos a urinar em muros e cantos de vias públicas. A prática recorrente tem provocado a degradação visível de paredes e infraestruturas locais, além de gerar maus odores constantes nas ruas de Viana, aumentando os riscos de contaminação e propagação de doenças.

Diante do cenário, moradores e analistas apelam a uma intervenção urgente por parte das administrações locais e do Ministério do Ambiente. Entre as soluções propostas pela população estão o aumento do número de sanitários públicos instalados em pontos estratégicos, a redução dos preços cobrados e o fortalecimento de campanhas de sensibilização para a preservação e higiene do espaço público.

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