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FADA : PEDIDO DE SOCORRO PERANTE ALEGADAS PERSEGUIÇÕES, CONFLITOS INTERNOS E FALHAS DE GOVERNAÇÃO

O Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) está no centro de graves denúncias relacionadas com a gestão de recursos humanos, o alegado afastamento de quadros, a fragilização dos mecanismos de controlo interno e o crescente clima de tensão institucional. As acusações dirigidas ao presidente do Conselho de Administração, António Dias.

SOCORRO! O que está a acontecer no FADA?

Desde a nomeação de António Dias para o cargo de presidente do Conselho de Administração (PCA), multiplicam-se as denúncias de alegadas perseguições profissionais, exonerações controversas, conflitos entre responsáveis e decisões que, segundo fontes ligadas à instituição, estarão a ser tomadas sem o devido envolvimento dos restantes membros do Conselho de Administração.

O FADA, instituição criada para apoiar o desenvolvimento agrário e facilitar o acesso dos agricultores ao financiamento, é descrito por trabalhadores e fontes internas como um ambiente de crescente tensão, no qual técnicos e directores estarão sujeitos a procedimentos disciplinares e medidas administrativas que consideram questionáveis.

As expressões «fuzilados» e «aniquilados», utilizadas por fontes internas para descrever o afastamento de técnicos e directores, traduzem a percepção de um ambiente de pressão e insegurança profissional.

A gravidade destas denúncias exige que se esclareça se as decisões tomadas obedecem aos procedimentos legais aplicáveis ou se existem situações de abuso de autoridade que careçam de intervenção.

PGR, SIC e IGAE: fiscalização ou intimidação?

Outra questão que merece esclarecimento diz respeito à alegada frequência de intervenções de órgãos de investigação e fiscalização nas instalações do FADA.

Segundo relatos recolhidos pela nossa redacção, funcionários terão sido confrontados durante operações que envolveram a presença de agentes da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Serviço de Investigação Criminal (SIC). São igualmente relatadas situações de colocação de fitas de isolamento em áreas do edifício e de diligências que, alegadamente, terão abrangido residências de funcionários.

Há ainda denúncias de que algumas destas diligências poderão ter ocorrido sem a apresentação de mandados judiciais, circunstância que, a confirmar-se e dependendo da natureza da operação, exige uma análise rigorosa da respectiva legalidade.

A fiscalização e a investigação criminal são instrumentos fundamentais do Estado de Direito. Contudo, devem ser exercidas dentro dos limites legais, com respeito pelos direitos, pela dignidade e pelas garantias dos cidadãos.

Por isso, impõe-se esclarecer quais foram os fundamentos das operações realizadas, que autoridades as determinaram e se os procedimentos adoptados respeitaram a legislação aplicável.

A frequência ou a forma destas intervenções estaria relacionada com as relações institucionais de António Dias e com a Nova Inspectora do Estado, Felisbela Francisco e ex PCA do FADA.

A questão central é simples: como garantir que os mecanismos de fiscalização e investigação actuam com independência, legalidade e imparcialidade?

Recursos Humanos: um gabinete sem autonomia?

As denúncias estendem-se ao funcionamento do Gabinete de Recursos Humanos, cuja autonomia é questionada por fontes internas.

Segundo essas fontes, António Dias concentraria decisões administrativas e laborais, interferindo em matérias que deveriam obedecer a procedimentos próprios e à intervenção dos responsáveis competentes.

São igualmente relatados casos em que directores terão sido pressionados a assinar pareceres ou documentos com os quais não concordariam, incluindo matérias que, segundo os denunciantes, poderão contrariar a Lei Geral do Trabalho.

Se confirmadas, estas situações justificam uma averiguação independente para determinar se houve violação dos procedimentos internos, constrangimento profissional ou desrespeito pela legislação laboral.

Os despachos emitidos, as comunicações internas e os documentos assinados constituem elementos essenciais para o apuramento dos factos.

Não se pode exigir rigor aos trabalhadores enquanto subsistirem dúvidas sobre a legalidade e a transparência das decisões que afectam as suas carreiras e os seus direitos.

O conflito entre António Dias e Ana Simões

A nossa redacção recebeu informações segundo as quais a relação institucional entre António Dias e Ana Simões, administradora responsável pelo pelouro do Controlo Interno, estará marcada por divergências significativas.

As alegações apresentadas apontam para cinco questões centrais.

1. Decisões alegadamente tomadas de forma unilateral

Fontes internas afirmam que o PCA estará a tomar decisões sem consultar os restantes membros do Conselho de Administração, apesar de determinadas matérias poderem exigir deliberação colegial, nos termos das regras aplicáveis.

2. Exonerações sem articulação com o pelouro responsável

É também alegado que directores afectos ao pelouro de Ana Simões terão sido exonerados sem consulta prévia ou comunicação institucional adequada, sendo a administradora informada, em alguns casos, através dos próprios visados.

3. Deliberações atribuídas ao Conselho de Administração

Segundo os relatos recebidos, terão ocorrido reuniões e decisões conduzidas sem a participação dos restantes membros, sendo posteriormente apresentadas como decisões do Conselho de Administração.

Caso se confirme, esta situação deverá ser confrontada com as actas das reuniões, os despachos emitidos e as normas que regulam o funcionamento do órgão colegial.

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