O empresário brasileiro Gerson António de Souza Nascimento, conhecido por seus investimentos em Angola, encontra-se no centro de um escândalo de corrupção envolvendo o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). Nascimento é sócio de diversas empresas no país, incluindo a DGM Sistemas, Angola Prev e Advance, atuando nas áreas de identificação civil, segurança social e saúde.
O caso remonta ao Plano de Modernização e Desenvolvimento do INSS (PMDI) de 2005 a 2009. Em novembro de 2004, o INSS assinou um contrato no valor de 200 milhões de dólares com a DGM – Sistemas Lda., representada por Nascimento e Mauro Franco, para a implementação do PMDI. O contrato previa a reestruturação e modernização do INSS, abrangendo diversos aspectos, desde a elaboração de normas e procedimentos até a adequação de espaços físicos e equipamentos informáticos.
No entanto, suspeitas de irregularidades surgiram quando, em dezembro de 2008, foi assinada uma “Adenda de Prorrogação” ao contrato original, no valor de 10 milhões de dólares. A adenda referia-se à manutenção do projeto de consultoria operativa do PMDI, sem especificar claramente os serviços a serem prestados.
Posteriormente, foram celebrados novos contratos entre o INSS e a DGM, em outubro de 2009, no valor total de 38 milhões de dólares. Esses contratos visavam corrigir as falhas identificadas na execução dos contratos anteriores, mas chamou a atenção o fato de não terem prazo de execução estipulado.
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