LUANDA — O Presidente da República de Angola e Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África, João Lourenço, defendeu este domingo, 30 de Agosto de 2026, em Luanda, uma mudança radical de paradigma na abordagem da segurança no continente, exortando os líderes africanos a transitar de uma “cultura de reacção às crises” para uma “verdadeira cultura de prevenção dos conflitos”.
A tomada de posição ocorreu durante a sessão de abertura da 21.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), evento que reuniu na capital angolana Chefes de Estado, líderes das Comunidades Económicas Regionais (CER) e diplomatas sob o tema “Reforçar os Mecanismos de Prevenção e Resolução dos Conflitos em África”.
A cimeira contou com as intervenções de destaque de Évariste Ndayishimiye, Presidente do Burundi e Presidente em Exercício da UA, e de Mahmoud Ali Youssouf, Presidente da Comissão da União Africana.
Ingerência Externa e a Cobiça por Recursos Estratégicos
No seu discurso de intervenção, o Chefe de Estado angolano alertou para o contexto internacional “convulsivo” e apontou a cobiça geopolítica sobre as riquezas do continente — como o petróleo, o gás natural e as terras raras — como um dos principais factores de desestabilização regional.
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