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Caso FIBA reforça direito de Riquinho a uma resposta sobre dívida reclamada há quase 20 anos

Confirmada a dívida da TPA relacionada com os direitos comerciais e televisivos do AfroBasket 2025, Angola ficará perante uma contradição difícil de explicar: o Estado é pressionado a cumprir as suas obrigações com a FIBA, enquanto o empresário Riquinho continua há quase duas décadas a reclamar o pagamento de serviços prestados ao próprio Estado no âmbito do AfroBasket 2007.

Durante muitos anos, a reclamação apresentada pelo empresário angolano Carlos Manuel de São Vicente “Riquinho”, por intermédio da Casa Real — Transmissão, Publicidade e Marketing — não recebeu a atenção institucional e pública que a sua gravidade exigia.

Riquinho sustenta que investiu recursos na aquisição e exploração de direitos ligados à transmissão, publicidade e marketing do AfroBasket 2007. Segundo o empresário, foram pagos à FIBA cerca de quatro milhões de dólares, no quadro da organização da competição realizada em Angola.

Quase 20 anos depois, a Casa Real continua a reivindicar ao Ministério da Juventude e Desportos o pagamento dos valores que considera devidos. Cabe às autoridades apresentar os contratos, comprovativos, relatórios de execução e decisões administrativas que permitam confirmar ou contrariar definitivamente essa reclamação.

Uma nova cobrança volta a colocar a FIBA no centro do problema

O assunto ganha nova relevância perante informações segundo as quais a própria FIBA estará a cobrar a Angola, por intermédio da Televisão Pública de Angola, uma dívida relacionada com os direitos de transmissão, publicidade e marketing do AfroBasket 2025.

A TPA desempenhou as funções de emissora anfitriã da competição, ficando responsável pela produção do sinal televisivo e pela cobertura técnica exigida para a transmissão internacional.

Fontes ligadas ao processo apontam para um valor pendente situado entre um milhão e um milhão e meio de dólares. Alegam ainda que a liquidação dessa dívida poderá estar a influenciar a decisão da FIBA sobre a atribuição a Angola da organização da quinta e última janela africana de qualificação para o Mundial de 2027.

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