CAF mantém oficialmente o Quénia, Uganda e Tanzânia como anfitriões, mas atrasos nas infraestruturas aumentam as dúvidas sobre a realização do torneio

Por: Redação Makamavulo
A realização da Taça de África das Nações (CAN) 2027 no Quénia, Uganda e Tanzânia começa a enfrentar novas incertezas devido ao ritmo das obras e à preparação das infraestruturas necessárias para receber a principal competição de seleções do futebol africano.
A competição está oficialmente prevista para decorrer entre 19 de junho e 17 de julho de 2027, nos três países da África Oriental, numa edição histórica por ser a primeira CAN organizada conjuntamente por três nações. A CAF mantém, oficialmente, o trio como anfitrião.
Entretanto, informações divulgadas recentemente indicam que a Confederação Africana de Futebol (CAF) já estará a analisar possíveis alternativas caso os países anfitriões não consigam cumprir, dentro dos prazos estabelecidos, os requisitos exigidos para a realização do torneio.
Entre os países apontados como potenciais alternativas estão África do Sul, Argélia, Egito, Marrocos e Costa do Marfim.
África Oriental sob pressão
As preocupações estão relacionadas principalmente com o avanço das obras, a disponibilidade de estádios homologados e a preparação das estruturas de apoio à competição.
Em setembro, uma delegação de alto nível da CAF realizou uma inspeção de oito dias no Quénia, Uganda e Tanzânia, avaliando estádios, centros de treinamento, hotéis, aeroportos, transportes, segurança e outras estruturas necessárias para o torneio.
No Quénia, por exemplo, a CAF inspecionou o recém-construído Talanta Stadium, com capacidade para 60 mil espectadores, além de outras instalações previstas para apoiar a competição.
A entidade também estabeleceu mecanismos de acompanhamento para acelerar os trabalhos. Em maio, CAF e autoridades dos três países criaram o Comité de Supervisão PAMOJA, responsável por acompanhar o desenvolvimento das infraestruturas e dos planos operacionais.
Motsepe nega oficialmente existência de plano B
Apesar das informações sobre possíveis alternativas, o presidente da CAF, Patrice Motsepe, afirmou recentemente que a entidade não estaria a trabalhar com um “plano B” ou “plano C”.
Após a sua visita aos países anfitriões, Motsepe reconheceu, contudo, que existe uma situação de urgência devido aos prazos cada vez mais apertados.
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