Esta posição surge dois dias depois de o Conselho Nacional de Transição ter declarado que qualquer cidadão guineense tinha “o direito de regressar ao país” e de concorrer às eleições, desde que reunisse as condições exigidas. Na segunda-feira, Umaro Sissoco Embaló anunciou à AFP e à Jeune Afrique que ia voltar a Bissau este domingo, dia 4, e que seria candidato no ato eleitoral de 6 de dezembro.
Mas, na terça-feira, houve movimentações de militares no Palácio Presidencial, e segundo garantiram várias fontes ao Observador, foram desarmados e detidos militares fiéis a Sissoco Embaló, que faziam parte da Guarda Presidencial. A segurança de Horta Inta-A, o Presidente da República de Transição (o general, antigo chefe de segurança de Sissoco na Presidência da República, que liderou o golpe que o depôs), terá passado para as mãos dos fuzileiros. Mais, uma fonte guineense adiantou que até o diretor dos Serviços de Informação de Segurança, um dos homens do ex-líder guineense, “foi desarmado e detido”.
Terça-feira foi um dia tenso em Bissau, as escolas e algumas instituições e escritórios chegaram mesmo a fechar, mas o Governo, através do porta-voz do ministro do Interior, deu uma conferência de imprensa para dizer que não havia qualquer problema e que a movimentação dos militares no Palácio não tinha sido nada mais do que transferências de posto, normais no meio militar.
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