As denúncias que circulam sobre a descoberta de armamento em esconderijos alegadamente associados a forças ligadas ao antigo Presidente Úmaro Sissoco Embaló levantam questões que o país não pode ignorar.Fala-se de armas guardadas em contentores e até de meios capazes de atingir aeronaves.
São alegações extremamente graves.
Exigem confirmação oficial, identificação técnica do material apreendido e investigação sobre a sua origem, propriedade e finalidade.Se estas denúncias forem confirmadas, nenhum discurso sobre paz e tranquilidade poderá dispensar explicações sobre a existência desses arsenais.
Uma força criada para proteger o Estado deve actuar sob comando institucional, com armamento inventariado e responsabilidades definidas.
A descoberta de depósitos clandestinos, caso se comprove, colocará uma pergunta incontornável: essas armas estavam ao serviço da segurança nacional ou de uma estrutura de fidelidade pessoal?
A Guiné-Bissau tem direito de saber quem adquiriu esse material, quem o financiou, quem autorizou a sua distribuição e quem determinou que fosse armazenado fora dos circuitos oficiais.
O Alto Comando Militar anunciou que não estão reunidas condições de segurança para garantir o regresso do antigo Presidente, invocando a segurança nacional, a ordem pública e a prevenção de situações susceptíveis de comprometer a estabilidade.
Essa posição foi tornada pública através do comunicado n.º 07/ACM/2026.
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