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NOVO PCA DO FADA: SUSPEITAS DE CONTINUIDADE DE PRÁTICAS IRREGULARES SOB A INFLUÊNCIA DA ANTIGA LIDERANÇA

A nomeação de António Silva para a presidência do Conselho de Administração do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) levanta questões sobre a continuidade da gestão anterior, a alegada existência de irregularidades financeiras e a necessidade de esclarecimentos sobre processos de concessão de créditos e aplicação de fundos públicos.

Um mês de incerteza e de processos por esclarecer

1 – Comecemos pelo princípio

O FADA permaneceu cerca de um mês sem um Conselho de Administração formalmente nomeado, uma situação que contrasta com a da Administração Geral Tributária (AGT), onde, segundo as informações disponíveis, a substituição do anterior presidente do Conselho de Administração foi conduzida num intervalo muito mais curto.

No caso do FADA, o processo de nomeação terá sido marcado por questões relacionadas com processos administrativos por regularizar e pagamentos cuja justificação, segundo informações recolhidas pela nossa equipa, carece de esclarecimento. A situação terá ganho maior relevância quando Felisbela Francisco ainda admitia a possibilidade de ser reconduzida no cargo.

Foi neste contexto que, segundo fontes contactadas pela nossa equipa, começaram a surgir divergências e movimentações nos bastidores em torno da escolha do novo responsável pela instituição.

2 – As movimentações nos bastidores da nomeação

A escolha de António Silva não terá reunido consenso entre a ministra Vera e o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, de acordo com informações que carecem de confirmação independente.

A nossa redacção recebeu informações segundo as quais António Dias terá recorrido a um empresário do sector agropecuário, com actividade na Huíla e alegadas ligações a Joana Tomás. Este empresário, invocando uma relação de amizade de longa data, terá procurado apoio junto de Joana Tomás, que, por sua vez, terá recorrido a Ângela Bragança para interceder junto de Massano, com o objectivo de acelerar o processo de nomeação, que, segundo as mesmas fontes, se encontrava pendente no gabinete da ministra Vera.

Estas movimentações descritas suscitam questões legítimas sobre os critérios de escolha da nova liderança e a eventual influência de interesses externos na gestão de uma instituição responsável pela disponibilização de recursos públicos destinados ao desenvolvimento agrário.

3 – Uma nova liderança perante velhas suspeitas

A nomeação de António Silva não encerra as más praticas de Felisbela Francisco em torno da gestão do FADA. Pelo contrário, a nova administração continua a promover irregularidades e ocultaçao efectiva dos processos herdados e decisões antigas, persistindo a nao transparência na aplicação dos recursos públicos.

Existem suspeitas de que Felisbela Francisco possa continuar a exercer influência sobre decisões da instituição. Esta influência foi apurada através de documentação e testemunhos de pessoas muito próximas a Felisbela Franciso.

O que está em causa não é apenas a substituição de um responsável por outro. Está em causa a confiança dos agricultores, a execução dos projectos financiados e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

4 – Atrasos que comprometem os projectos agrícolas

Conforme foi publicamente noticiado pelo jornal Valor Económico, parceiro da presente investigação, os atrasos no FADA têm deixado projectos agrícolas paralisados.

Esta situação exige uma resposta urgente. Quando os financiamentos não chegam atempadamente aos seus destinatários, os prejuízos ultrapassam os limites administrativos da instituição e atingem directamente os agricultores, os produtores e as comunidades que dependem da actividade agrícola.

A nossa investigação recolheu informações que apontam para possíveis irregularidades na tramitação de processos, na concessão de créditos e na justificação de determinados pagamentos.

A gravidade destas suspeitas justifica uma análise aprofundada por entidades competentes, com vista a determinar responsabilidades e a salvaguardar os fundos públicos.

MAKAMAVULO

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