O Presidente angolano, João Lourenço, destacou, esta segunda-feira, em Roma, o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), orçado em 4,2 mil milhões de dólares, como contributo à luta contra a fome e a pobreza.
Ao discursar no Fórum Mundial da Alimentação 2026, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Chefe de Estado explicou que o PCESSA, já parcialmente executado, prevê a construção de albufeiras para armazenar milhões de metros cúbicos de água transferida do rio Cunene e centenas de quilómetros de canais a céu aberto, nas províncias do Cunene, Huíla e Namibe
As infra-estruturas vão permitir o abastecimento das populações e o desenvolvimento da agricultura e da pecuária durante todo o ano, com o objectivo de contribuir para o combate à fome e à pobreza.
João Lourenço reconheceu o contributo da FAO para o desenvolvimento da agropecuária nacional e afirmou que a cooperação com a organização tem permitido definir prioridades e alcançar resultados positivos, sobretudo na aproximação entre zonas de produção, centros de transformação alimentar e mercados.
O estadista atribuiu igualmente importância às iniciativas “Mão na Mão” e AgroCorredores, que considerou instrumentos relevantes para a promoção de oportunidades de investimento, o desenvolvimento do agronegócio e o reforço da competitividade do sector agrícola nacional.
Na visão do estadista, a concretização destes objectivos depende também da criação de corredores económicos que facilitem a actividade comercial e a circulação de pessoas e bens, com particular atenção ao Corredor do Lobito.
Para o Presidente da República, esta infra-estrutura vai além da sua função logística, pois pode estimular a criação de indústrias e de novas cadeias regionais de valor, ao ligar o potencial produtivo de diferentes países aos mercados regionais e internacionais.
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