↗ MERCADOS
USD/AOA 920,00 ▲
EUR/AOA 1.075,00 ▼
GBP/AOA 1.245,00 ▲
USD/EUR 0,86 ▼
OURO USD 3.380 ▲
BRENT USD 67,40 ▲
BTC/USD 111.000 ▼

Paulo Viana critica proposta de Adalberto Costa Júnior e acusa líder da UNITA de promover dependência financeira entre os jovens

O militante do Partido Liberal considera que a criação de uma “Conta Jovem Soberana”, financiada com 10% das receitas do petróleo, poderá incentivar a dependência do Estado, em vez de promover a autonomia económica e a capacidade produtiva da juventude angolana.

LUANDA — O militante do Partido Liberal, Paulo Viana, manifestou-se contra a proposta apresentada pelo presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, de criação de uma “Conta Jovem Soberana”, mecanismo que prevê a afectação de 10% das receitas petrolíferas a um fundo destinado a apoiar jovens angolanos com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos.

A iniciativa, segundo a descrição apresentada, pretende disponibilizar recursos para áreas consideradas fundamentais ao desenvolvimento da juventude, nomeadamente a formação académica e profissional, o acesso à habitação e o empreendedorismo.

Contudo, Paulo Viana entende que a medida, apesar dos objectivos anunciados, poderá produzir efeitos contrários aos pretendidos, ao incentivar uma relação de dependência financeira entre os jovens e o Estado.

Paulo Viana considera proposta prejudicial à autonomia juvenil

Na sua reacção, o militante do Partido Liberal utilizou palavras duras para contestar a visão económica defendida pelo líder do maior partido da oposição angolana.

“O Presidente da UNITA apresentou uma proposta que torna os jovens parasitas e dependentes financeiros. Em vez de ensinar a pescar, quer distribuir o peixe do petróleo”, afirmou Paulo Viana.

Para o político, a juventude angolana necessita de oportunidades concretas de inserção no mercado de trabalho, acesso à formação profissional e condições favoráveis à criação de empresas, em vez de mecanismos financeiros que, na sua interpretação, possam estimular a dependência de transferências públicas.

A crítica assenta na ideia de que o desenvolvimento económico sustentável deve resultar prioritariamente do trabalho, da produtividade, do mérito e da capacidade de iniciativa dos cidadãos.

Receitas petrolíferas no centro da divergência política

MAKAMAVULO

Continue a ler

Esta notícia continua disponível para leitores registados do MAKAMAVULO. Entre na sua conta ou faça o cadastro gratuitamente para continuar a leitura.

Cadastro gratuito
Esqueceu a senha?

Depois de entrar, regressará automaticamente a esta notícia.

-Publicidade-
Publicidade
ENTRAR
Makamavulo