As actividades empresariais de Óscar Fernandes Tito são frequentemente associadas a ligações políticas influentes. Fontes do sector indicam que a sua ascensão económica terá começado com a proximidade a Joaquim Sebastião, ex-director do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA).
Actualmente, Óscar Tito é descrito como mantendo relações estreitas com Edeltrudes Maurício Fernandes Gaspar Costa, ministro de Estado e director do Gabinete do Presidente da República.
Enquanto a maioria dos empresários angolanos é afastada dos grandes projectos públicos, uma única empresa concentra contratos milionários para a reabilitação de estradas que rapidamente se degradam, levantando suspeitas sobre favorecimento político, conflitos de interesses e um esquema bem protegido no coração do poder.
A grande maka no sector das obras públicas em Angola é que cerca de 80% dos empresários nacionais estão praticamente excluídos dos concursos de reabilitação de estradas, num mercado dominado por um grupo restrito de empresas.
No centro deste “ninho”, segundo fontes do sector e documentos oficiais, está a ENGEVIA, empresa associada ao empresário Óscar Fernandes Tito, apontado em meios políticos e empresariais como testa-de-ferro de uma figura-chave do Executivo liderado por João Lourenço.
Contratos milionários com resultados questionáveis
A ENGEVIA tornou-se um dos principais beneficiários de contratos públicos para a reabilitação de estradas, muitas das quais apresentam sérios problemas de durabilidade, levando técnicos e utentes a classificá-las como “estradas descartáveis” — obras caras, mas de vida útil reduzida.
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