José Gama defende que Angola precisa de uma liderança com idoneidade, prestígio e respeitabilidade, advertindo para os riscos de entregar a Presidência da República a dirigentes sem maturidade política.
Por José Gama | Artigo de opinião
O jornalista e analista político José Gama considera que o debate sobre a passagem da liderança do país para uma nova geração deve ser acompanhado por uma avaliação rigorosa da preparação, idoneidade e maturidade dos dirigentes apresentados como representantes da juventude.
Na sua análise, José Gama sustenta que a juventude, por si só, não constitui garantia de competência, responsabilidade ou capacidade para exercer a Presidência da República.
“Ele falou muito de jovens, de pôr o país nas mãos dos jovens, e também parece-nos que os jovens, também nós, não estamos preparados para ter na Presidência da República crianças — é uma forma de falar.”
O analista político afirma que determinados comportamentos observados entre jovens dirigentes levantam dúvidas sobre a capacidade dessa geração para romper com os vícios atribuídos aos governantes mais antigos.
“Porque os jovens de hoje entram lá, estamos a assistir que estão a ser piores que os mais velhos. Também todos eles estão naquele espírito de que os mais velhos ficaram ricos, então eles também querem ficar ricos.”
José Gama aponta a ostentação e a procura por riqueza como sinais preocupantes entre alguns governantes mais jovens.
“Mas estamos a olhar para ministros jovens, a extravagância deles, carros de luxo, etc. E isso não é bom, porque ele vai entrar para ali, sendo jovem, vai querer viver ainda, viver a sua juventude na Presidência, etc. Não dá certo.”
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