Imagem divulgada nas redes sociais mostra um homem com uniforme aparentemente policial, segurando um copo e beijando uma mulher, num ambiente onde se encontram várias garrafas de bebidas. A fotografia não permite determinar se o agente estava de serviço, nem comprova a existência de prostituição, mas levanta sérias questões sobre disciplina, postura institucional e respeito pelo uniforme.
Uma fotografia amplamente partilhada nas redes sociais está a provocar críticas e preocupação entre cidadãos. Na imagem, um homem trajado com uniforme aparentemente pertencente à Polícia Nacional aparece num convívio, segurando um copo com uma bebida e beijando uma mulher. Junto das pessoas presentes encontram-se diversas garrafas.
O local exacto, a data da fotografia e as circunstâncias em que foi captada não foram confirmados de forma independente. Também não é possível estabelecer, apenas através da imagem, se o homem estava em horário de serviço, se a bebida presente no copo era alcoólica ou se o convívio ocorreu numa barraca em Luanda, como afirmam algumas publicações nas redes sociais.
Apesar destas limitações, a fotografia merece esclarecimentos das autoridades. O uso do uniforme policial transporta consigo a autoridade e a imagem do Estado. Mesmo fora de serviço, a exposição pública de um efectivo uniformizado num comportamento considerado incompatível com a disciplina da corporação pode prejudicar a confiança dos cidadãos nas instituições.
O uniforme representa o Estado
Um agente da Polícia Nacional não representa apenas a sua pessoa quando utiliza o uniforme. Representa uma instituição responsável por proteger os cidadãos, manter a ordem pública e fazer cumprir a lei.
Por essa razão, espera-se dos efectivos uma conduta baseada na disciplina, no respeito e na responsabilidade. O consumo de álcool durante o serviço, caso venha a ser confirmado, constituiria uma situação particularmente grave, sobretudo porque um agente pode estar armado, conduzir uma viatura oficial ou ser chamado a intervir numa ocorrência.
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