A decisão da direcção nacional do Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF) de suspender a greve está a provocar forte contestação entre os docentes e a expor profundas divergências entre a liderança nacional e as estruturas de base. Segundo informações avançadas no seio da organização, 13 províncias terão votado pela manutenção da paralisação.
A suspensão da greve passou a ser encarada por sectores da classe como um desrespeito pela posição manifestada nas assembleias provinciais, abrindo uma nova frente de conflito dentro do sindicato. A decisão, em vez de encerrar a contestação, intensificou as críticas à condução do processo reivindicativo.
Um dos exemplos, segundo informações obtidas, é a Huíla, uma das províncias historicamente mais activas no movimento sindical docente, o descontentamento ganhou maior visibilidade, com sindicalistas de referência a manifestarem publicamente, nas redes sociais, o seu distanciamento em relação à direcção nacional.
A crise interna coloca a direcção do SINPROF perante um novo desafio de representatividade e poderá influenciar as próximas estratégias de reivindicação dos professores. O conflito entre a liderança nacional e as bases abre, assim, um novo capítulo na luta sindical docente em Angola
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CRISE ABALA SINPROF: 13 PROVÍNCIAS REJEITAM SUSPENSÃO DA GREVE E BASES CONTESTAM DIRECÇÃO NACIONAL
