O diagnóstico foi feito por Raul Tati, o primeiro-ministro do governo-sombra da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), principal partido da oposição ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no poder.
Na preparação para o novo ano lectivo 2026/2027, a UNITA convocou uma conferência de imprensa para falar dos desafios e problemas estruturais do sistema educativo e do ensino superior em Angola.
“Uma dura realidade” do país, como descreveu, são os milhares de crianças a estudarem à sombra de árvores e deu o exemplo da província de Uíge, que tem entre “40 mil e 45 mil alunos” a estudar nestas condições, segundo disse.
“Angola precisa de 2000 a cerca de 8000 escolas para absorver as cerca de 4,5 milhões de crianças e jovens dos 5 aos 18 anos que continuam fora do sistema de ensino”, afirmou.
A UNITA indica que o país tem 7700 escolas públicas, das quais 25 por cento funcionam em condições precárias, o que representa 1925 escolas, 300 das quais na capital, Luanda.
À falta de estruturas, o diagnóstico da UNITA acrescenta um défice de professores no sistema que conta com 206 mil docentes nas escolas públicas e que precisaria “de 60 mil a 78 mil para suprir as necessidades de todo o sistema educativo nacional”.
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