Empresário Riquinho equaciona recurso internacional como última alternativa para exigir pagamento e alerta para possíveis consequências para o desporto angolano
Luanda — O diferendo financeiro relacionado com a organização do AfroBasket 2007 poderá conhecer uma nova etapa, com o empresário angolano Henrique Miguel “Riquinho” a admitir recorrer às instâncias internacionais do basquetebol e à justiça arbitral desportiva, caso não seja encontrada uma solução para o pagamento da dívida que reclama ao Estado angolano.
Segundo declarações atribuídas ao empresário e informações publicadas recentemente, Riquinho sustenta que existe uma dívida de cerca de cinco milhões de dólares, que teria sido validada no âmbito de diligências da Inspecção-Geral da Administração do Estado (IGAE). Afirma ainda que a sua empresa, Casa Real, realizou investimentos muito superiores durante a preparação e realização do Campeonato Africano de Basquetebol de 2007. (OPaís)
O empresário considera o recurso às instâncias internacionais uma das últimas alternativas para tentar resolver um processo que se arrasta há quase duas décadas. Entre as possibilidades mencionadas está uma exposição às estruturas internacionais ligadas à FIBA e eventual recurso ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAS/CAS).
A intenção de internacionalizar o diferendo não é nova. Em 2024, órgãos de comunicação angolanos já noticiavam que Riquinho ponderava levar o caso ao Tribunal Arbitral do Desporto devido às alegadas obrigações financeiras decorrentes do AfroBasket 2007. (Imparcial Press)
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