Luzia Moniz alerta: “Eles do MPLA estão a tentar silenciar-me
Jornalista e socióloga Luzia Moniz denúncia alegada perseguição política atribuída a setores ligados ao MPLA
A jornalista, socióloga e ativista política angolana Luzia Moniz utilizou as redes sociais para denunciar publicamente uma alegada campanha de perseguição política direcionada contra a sua pessoa, atribuindo a responsabilidade a setores ligados ao regime liderado pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).
Em declarações prestadas à Deutsche Welle (DW), a ativista afirmou que elementos associados ao partido no poder terão sido mobilizados para a hostilizar durante um evento recente realizado em Lisboa. Segundo o seu relato, o episódio ocorreu 24 horas após a publicação do seu artigo de opinião intitulado “Caholo: preso político de João Lourenço”, divulgado no semanário Novo Jornal.
Luzia Moniz lançou um alerta sobre as tentativas de intimidação de que diz ser alvo, assegurando que não cederá às pressões. “Eles estão a tentar silenciar-me”, declarou a jornalista, arrematando de forma perentória: “Eu não sou silenciável.”
Perante a gravidade dos factos narrados, a socióloga adiantou que pretende formalizar queixas junto de instâncias internacionais para expor a alegada perseguição.
Confrontada com as acusações, a Embaixada de Angola em Lisboa recusou-se a emitir qualquer comentário sobre a denúncia. A DW tentou também ouvir a representação oficial do MPLA na capital portuguesa, contudo, até ao momento, não obteve qualquer reação da formação política.
