OS FACTOS TAL COMO ACONTECERAM NO UÍGE
PONTO 1 – Às 14h00 de ontem sexta-feira, dia 07 de Agosto, foi realizada uma Reunião entre o Governo, encabeçada pelo governador provincial do Uíge, José Carvalho da Rocha e a Direcção da UNITA, em que participaram o presidente do partido, Adalberto Costa Júnior, a vice-presidente para a área Política e Social, Arlete Chimbinda, bem como o vice-presidente para a área Administrativa e Patrimonial, Simão António Dembo, o secretário-geral Liberty Chiaca, assim como a presidente do grupo parlamentar, Navita Ngolo;
PONTO 2 – A UNITA foi aconselhada a realizar o acto na Praça da Independência, local onde são realizados os grandes actos políticos de massas e outros, aí estariam criadas as condições necessárias para a realização de um acto digno e à dimensão do que estão a ser divulgados pela UNITA;
PONTO 3 – Para quem conhece a sede da província do UÍGE, sabe como são as ruas, pequenas. O partido UNITA quis realizar o acto na travessa Alves da Cunha, vulgarmente conhecida por Rua dos Cães, espaço muito pequeno para a dimensão do que almejavam;
PONTO 4 – Diante disso, foi decidida uma segunda Reunião de concertação, onde deveriam participar, o secretário-geral, a vice-governadora para o sector Político, Social e Económico, e representantes das Forças da Ordem;
PONTO 5 – No segundo encontro com as autoridades policiais e o Governo Provincial, realizado ontem dia 7 de Agosto, o secretário-geral da UNITA não compareceu, mandando, para os devidos efeitos, um quadro sem poder de decisão, no caso, o secretário provincial do partido, o que inviabilizou o consenso sobre o local, pelo que teimosamente adiantou que realizariam o acto defronte ao seu comité provincial, prontamente desaconselhado pelo Comandante Provincial da Polícia Nacional;
PONTO 6 – Acto contínuo, às 22h00, derem início a montagem do palco e impediram a circulação na rua comandante Bula, local onde está localizado o secretariado provincial da UNITA, defronte a um objectivo estratégico, no caso, o Tribunal de Comarca do UIGE;
PONTO 7 – Diante destes factos, as Forças de Defesa e Segurança agirem apenas para repor a ordem e tranquilidade pública;
PONTO 8 – Não corresponde à verdade, que o local indicado pelo Governo, no caso a Praça da Independência, local com 3,5 hectares, não possua condições para a realização do seu acto de massas, alegando ser poerente e sem higiene, quando é naquele local onde são realizados os grandes actos de massas, que a província acolhe, lugar propício para tal;
PONTO 9 – A narrativa da poeira não faz sentido, na medida em que a UNITA levou os jovens do seu partido no acampamento, realizado no dia anterior, no município do Negage, precisamente numa zona com capim e sem condições de higiene, como reclamaram da Praça da Independência;
PONTO 10 – Os políticos não devem arrastar os seus seguidores para actos inconfessos, o que degenera, muitas vezes, em vandalismos e intolerância política, como terá acontecido;
PONTO 11 – O que preciso é de paz e respeito às instituições públicas e acatar as orientações emanadas pelas entidades. Diante do que se relatou, cada um deve fazer um juízo justo.
Enquanto transuente, vivi as consequências destes actos, e aconselho o respeito às instituições, a ordem e a paz.
VIVA ANGOLA!
Por: HERMÍNIO DE SOUSA, sociólogo.
