Um recuo aos arquivos oficiais revela como o atual Presidente, João Lourenço, e o histórico “Dino Matross” se cruzaram no labirinto dos negócios privados com o Estado, lançando as bases para o debate contemporâneo sobre a ética no poder.
Por: Redação Jornalística
Para compreender a fundo a crise de credibilidade que hoje envolve as promessas de transparência e o combate à corrupção em Angola, é imperativo olhar para as fundações do sistema político-empresarial do país. No centro desta teia, emergem com frequência nomes históricos do partido no poder. Um dos capítulos mais reveladores desta promiscuidade entre as funções públicas e os interesses comerciais privados ocorreu em 2009, unindo diretamente Julião Mateus Paulo “Dino Matross” e o atual Presidente da República, João Lourenço.
Documentos oficiais da altura, trazidos a público por investigações do portal Maka Angola, expuseram como a alta nomenclatura do MPLA utilizava a sua influência política para consolidar fortunas no setor privado, muitas vezes em flagrante colisão com a legislação que os próprios deveriam defender.
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A 1 de Julho de 2009, o cenário político e o empresarial fundiram-se numa sala de assinaturas em Luanda. Julião Mateus Paulo “Dino Matross”, então secretário-geral do MPLA e deputado, e João Lourenço, que à data exercia as funções de vice-presidente da Assembleia Nacional, firmaram um contrato multimilionário com o Estado angolano.
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