TURISMO & ECONOMIA | POLÍTICA VS POLITIQUICE
A projecção internacional de Angola através de grandes personalidades é vista como uma oportunidade para promover o país além-fronteiras. A TV Novo Pungo a Ndongo, porém, coloca outra questão no centro do debate: de que serve promover o destino Angola se uma parte significativa dos próprios angolanos encontra dificuldades para fazer turismo dentro do país?
REDACÇÃO
Luanda — Angola procura afirmar-se como um destino turístico capaz de conquistar maior visibilidade internacional, mas o desenvolvimento do sector enfrenta um desafio dentro das próprias fronteiras: os elevados custos da hotelaria, restauração e lazer continuam a limitar o acesso de muitos cidadãos ao turismo nacional.
O assunto esteve em destaque no programa “Política vs Politiquice”, da TV Novo Pungo a Ndongo, que colocou frente a frente duas realidades: a estratégia de promoção internacional do país e as dificuldades económicas enfrentadas pelo cidadão que pretende viajar, hospedar-se ou simplesmente passar alguns dias de lazer numa outra província.
O programa reconheceu como positiva a aposta na divulgação internacional de Angola e na utilização de personalidades de grande projecção como instrumentos capazes de despertar curiosidade sobre o país.
Mas a análise da TV Novo Pungo a Ndongo foi além da celebração da imagem externa.
A estação levantou uma questão que toca directamente a economia das famílias: Angola está a construir um turismo também para os angolanos ou predominantemente para quem possui elevado poder de compra?
Promover Angola no mundo é importante
A presença de personalidades internacionais pode funcionar como uma poderosa ferramenta de comunicação. Fotografias, vídeos e referências ao país circulam rapidamente pelas redes sociais e podem alcançar milhões de pessoas que anteriormente pouco conheciam sobre os destinos angolanos.
Angola possui recursos capazes de sustentar uma indústria turística diversificada: praias, parques naturais, quedas de água, gastronomia, música, história e diferentes manifestações culturais.
A promoção internacional desses activos merece, portanto, ser incentivada.
Continue a ler
Esta notícia continua disponível para leitores registados do MAKAMAVULO. Entre na sua conta ou faça o cadastro gratuitamente para continuar a leitura.
Depois de entrar, regressará automaticamente a esta notícia.
