SINPROF acusado de falhar duas greves: professores não querem falhar pela terceira vez
Segundo o professor do primeiro ciclo em Luanda, Simão Oliveira, presente na Assembleia dos Trabalhadores deste sábado, 12, enquanto contribuinte do SINPROF, sente-se traído pelo facto de, enquanto licenciado, se manter no 13.º grau, o que considera bastante injusto: “em parte a culpa é do SINPROF, porque o SINPROF está sempre a vacilar quando convocamos a greve”, lamentou.
Oliveira diz que “não se pode convocar a greve e mais tarde suspender como se tivesse havido negociações de cavalheiros por baixo da mesa”, criticou.
A mais recente greve nacional do SINPROF, prevista para 15 de Janeiro de 2026, não chegou a ser realizada porque foi suspensa em Assembleia-Geral do sindicato no dia 10 de Janeiro, depois de negociações com o Executivo: “que agora estamos a voltar a lamentar”, disse João Costa, professor do segundo ciclo.Em 26 de Abril de 2021, o SINPROF também suspendeu a greve após a assinatura de um memorando com o Executivo, concedendo uma moratória para o cumprimento dos compromissos assumidos, mas que não chegou a ser cumprido.
Agora, o Sindicato dos Professores (SINPROF) aponta alegados incumprimentos do acordo assinado com o Executivo, a 8 de Janeiro de 2026, e mantém a ameaça de uma greve para 21 de Setembro que não se sabe se será efectivamente realizada.
Entre as principais reivindicações estão a exclusão de professores do concurso interno, o enquadramento salarial dos docentes admitidos e a actualização das carreiras.
Continue a ler
Esta notícia continua disponível para leitores registados do MAKAMAVULO. Entre na sua conta ou faça o cadastro gratuitamente para continuar a leitura.
Depois de entrar, regressará automaticamente a esta notícia.
