Enfermeiros da província angolana do Bengo iniciaram esta segunda-feira uma greve de três dias, pelo incumprimento de alguns pontos do caderno reivindicativo de 2023, como o não pagamento dos subsídios da Covid-19, avançou à Lusa fonte sindical.
O processo de pagamento dos subsídios da Covid-19 aos profissionais de saúde que estiveram na linha da frente em Angola, durante a pandemia, está marcado por atrasos prolongados e processos de averiguação devido a supostas irregularidades detetadas na atribuição dos valores.
Segundo o secretário provincial do Sindicato Nacional dos Enfermeiros de Angola (Sindea) no Bengo, Paulo Chindumbo, nem 50% desses profissionais de saúde receberam este subsídio, enquanto as autoridades sanitárias alegam terem já cumprido 99% dos pagamentos.
O sindicalista realçou que entre as reivindicações constam também dificuldades sociais e de trabalho, nomeadamente falta de autocarros nas unidades sanitárias, a cedência de parcelas de terrenos para profissionais de saúde, entre outras.
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