As famílias angolanas estão menos pessimistas em relação à evolução da economia no curto prazo, com o Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) a subir pelo sexto trimestre consecutivo, para -6,9 pontos no segundo trimestre deste ano, uma melhoria de 3,6 pontos percentuais face ao primeiro trimestre. Quando comparado com o período homólogo, o pessimismo recuou 9,5 pontos percentuais, segundo cálculos do Expansão com base nos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Apesar da evolução positiva, o indicador permanece em terreno negativo, o que significa que o número de consumidores pessimistas continua a superar o dos optimistas. Aliás, o ICC mantém-se negativo há vários anos. Desde, pelo menos, 2019, os agregados familiares angolanos têm apresentado uma avaliação desfavorável das perspectivas económicas de curto prazo, revelando um sentimento persistente de desconfiança em relação à evolução da economia.
Em termos práticos, as famílias continuam a considerar que a situação económica é difícil, mas acreditam que o ritmo de deterioração poderá estar a abrandar. Ou seja, estão hoje menos pessimistas do que estavam há um ano.
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