Corrupção sistémica em Angola: entre cultura, pressão social e falhas institucionais
A corrupção em Angola deixou de ser apenas um desvio individual para assumir contornos sistémicos, sustentados por incentivos sociais e institucionais. A frase que dá título a esta análise traduz uma norma informal: espera-se que o cargo público gere benefícios privados. Quem não o faz é visto como ineficiente. Como reconheceu Vera Daves de Sousa, há uma pressão social real, de familiares e redes próximas, que incentiva a conversão do poder público em ganho pessoal.
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