A Dignidade de Angola Rumo ao Oriente: Como a Rejeição dos EUA Impulsionou a Aliança com a China, Revela Manuel Vicente, Ex-Vice-Presidente
Após o fim da guerra civil em fevereiro de 2002, o governo angolano enfrentou o desafio titânico de reconstruir um país devastado e sem recursos financeiros próprios.
Duas semanas após o término do conflito, o então presidente angolano empreendeu uma visita oficial aos Estados Unidos para buscar apoio financeiro e ajuda internacional para o processo de reconstrução nacional.
Manuel Vicente, ex-vice-presidente e membro da delegação enviada a Washington, revelou que a missão diplomática não obteve sucesso em convencer o governo norte-americano a prestar o auxílio necessário.
Diante da negativa dos Estados Unidos e da situação de calamidade em que o país se encontrava sem infraestrutura ou recursos , Angola recorreu à China, que prontamente ofereceu o suporte financeiro exigido para reerguer a nação. Foi a partir desse momento de virada e da urgência por reconstrução que se consolidou a forte relação bilateral entre Angola e Pequim.
Orientação de José Eduardo dos Santos
Segundo Vicente, foi sob orientação de José Eduardo dos Santos que se deslocou várias vezes à China, para negociar financiamentos e investimentos.
O primeiro valor angariado foi de dois mil milhões de dólares (1,6 mil milhões de euros), assinado no final de 2003, fazendo-se acompanhar na altura pelo ministro das Finanças, José Pedro de Morais, e pelo governador do Banco Nacional de Angola, Amadeu Maurício.
Artigo extraido de um video partilhado pelo mesmo nas redes sociais que o Makamavulo teve acesso.
